Swiss enfrenta excesso de tripulação devido a cancelamentos de voos, falta de pilotos e indisponibilidade de aviões com motores Pratt & Whitney
A Swiss International Air Lines anunciou esta semana, um programa de demissão voluntária para comissários de bordo, oferecendo até o equivalente a R$ 105 mil por funcionário, em resposta a um excedente operacional de tripulantes causado por restrições na malha aérea.
A medida ocorre em meio a cancelamentos de voos associados à escassez de pilotos e a indisponibilidades técnicas em aeronaves equipadas com motores Pratt & Whitney.
Segundo comunicado interno enviado aos cerca de 4.500 comissários, a empresa estima um excedente de até trezentos profissionais. No documento, a companhia disse que “os níveis equilibrados de pessoal não serão alcançados no segundo semestre, como planejado anteriormente, e provavelmente não antes de 2027”.
Para mitigar o desequilíbrio, a Swiss acrescentou que está adotando “medidas incentivadas para reduzir o excesso de tripulação de cabine”, oferecendo pagamento único aos funcionários que solicitarem o desligamento até 30 de abril, com saída efetiva até o fim de agosto.
A companhia também disponibiliza incentivos adicionais para funcionários que participam do modelo “Study & Fly”, bem como para aqueles que optarem por vínculos de trabalho com pausa temporária (“retired employment relationship”), com possibilidade de retorno futuro.
O programa ocorre após sucessivos impactos operacionais. Em 2025, a Swiss cancelou mais de 1.400 voos durante a alta temporada de verão. Em 2026, mais de trezentos voos já foram suprimidos, com novas reduções consideradas prováveis.
As restrições estão ligadas a dois fatores principais: a escassez de pilotos para aeronaves da família A320, da Airbus, limitando operações de curta e média distância; e a indisponibilidade de aeronaves devido a inspeções e manutenção de motores Pratt & Whitney.
A situação afeta diretamente aeronaves como o Airbus A220, equipadas com motores PW1500G. Parte da frota permanece fora de operação, incluindo nove unidades do A220-100 paradas por pelo menos dezoito meses para gestão de motores.
Além disso, aeronaves da família A320neo também enfrentam restrições técnicas, com unidades em manutenção e fora de serviço em diferentes bases europeias. Como resultado, aproximadamente um terço da frota narrowbody da companhia encontra-se indisponível.
A limitação operacional é agravada por desafios na gestão de tripulação técnica. A Swiss enfrenta déficit de comandantes e copilotos, além de indisponibilidade temporária de tripulações envolvidas em processos de treinamento para o Airbus A350, nova aeronave em introdução na frota.
Esse conjunto de fatores impede a companhia de operar a malha planejada, mesmo diante de demanda consistente.
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