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Suspense investigativo com Bruce Willis e Sarah Jessica Parker vai te deixar vidrado na TV, na Netflix

Em 1991, na cidade de Pittsburgh, um detetive decide romper o silêncio dentro da própria polícia ao testemunhar contra um colega, e primo, enquanto tenta provar que um serial killer pode estar usando distintivo. É nesse ponto de tensão que “Zona de Perigo” se instala. Disposto a acompanhar o custo imediato de cada decisão tomada sob pressão.

Dirigido por Rowdy Herrington, o filme acompanha Tom Hardy, vivido por Bruce Willis, um detetive que começa a história já em posição delicada. Ele testemunhou contra Jimmy Detillo (Robert Pastorelli), primo e também policial, acusado de espancar um suspeito que acaba em coma. A escolha de Hardy não vem com aplauso nem com discurso bonito, ela vem com portas fechadas, olhares atravessados e um isolamento imediato dentro da delegacia. Ele mantém o emprego, mas perde o respaldo, e isso muda completamente o jogo.

Crime em série

Enquanto isso, um assassino em série conhecido como “Estrangulador de Polish Hill” segue ativo. O caso ganha urgência quando o corpo de Arlene Dunn é encontrado no Rio Ohio, nu, exposto, como se o próprio crime pedisse atenção. O assassino não se esconde completamente, ele telefona para a polícia depois de cada morte, provocando, cantando uma música infantil e deixando claro que acompanha cada passo da investigação. Não é só violência; é controle da narrativa. E isso, para Hardy, soa familiar demais.

A investigação avança aos trancos. Hardy tenta organizar padrões, horários, trajetos, mas esbarra em algo mais difícil de contornar do que a falta de pistas: a resistência interna. Quando ele sugere que o assassino pode ser um policial, a reação não é de curiosidade, mas de rejeição. A corporação fecha fileiras. Ninguém quer abrir essa porta, porque o custo não é apenas prender um criminoso, é abalar toda a estrutura que sustenta a autoridade da polícia. Hardy insiste, mas cada tentativa reduz ainda mais seu acesso a informações e apoio.

Jo Christman

Ao lado dele surge Jo Christman, interpretada por Sarah Jessica Parker, uma operadora de emergências que entra no caso por meio das ligações do assassino. É ela quem escuta a voz, quem tenta ganhar tempo, quem percebe nuances que passam despercebidas na pressa da investigação. Jo não ocupa o centro da ação física, mas sua presença reorganiza o ritmo da busca. Ela oferece a Hardy algo raro naquele momento: escuta e colaboração. Ainda assim, essa parceria também carrega risco, porque aproxima civis de um jogo cada vez mais perigoso.

O filme trabalha com essa ideia de pressão contínua. Não há grandes discursos explicando o que está em jogo, as consequências aparecem nas pequenas mudanças de comportamento. Hardy passa a medir palavras, evita certos colegas, escolhe com cuidado quem pode ouvir suas suspeitas. Ele continua sendo policial, mas já não circula como um. E isso tem impacto direto na investigação: menos acesso, menos recursos, mais improviso.

Em busca da própria identidade

Há momentos em que o longa parece querer acelerar, flertando com o suspense mais tradicional, mas volta rapidamente para o terreno que realmente domina: o desconforto de alguém que decidiu agir certo no lugar errado. Dennis Farinaaparece como uma dessas figuras que representam a força institucional, não necessariamente um vilão explícito, mas alguém que opera dentro das regras que mantêm tudo funcionando, inclusive o silêncio.

E é justamente esse silêncio que pesa. Porque, à medida que Hardy avança, fica claro que o maior obstáculo não é encontrar o assassino, mas sustentar a própria investigação sem ser engolido por ela. Ele não enfrenta apenas um criminoso; enfrenta uma cultura que prefere proteger a si mesma. Cada passo adiante cobra um preço imediato, seja em confiança, seja em segurança.

Em vez de construir uma caça ao assassino baseada apenas em pistas e reviravoltas, o filme observa o desgaste de quem decide não fechar os olhos. E nisso, Bruce Willis entrega algo mais contido do que seu padrão mais conhecido: um homem que fala menos, calcula mais e carrega no corpo o peso de estar certo no momento menos conveniente possível.



Fonte

Redação

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