Um olhar sobre a primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, o documentário “Melania”, dirigido por Brett Ratner e produzido pela Amazon MGM Studios, vem chamando atenção — porém por motivos bem distintos — desde sua estreia nos cinemas na última sexta-feira (30).
Apesar de ter registrado um desempenho expressivo em sua semana de abertura, com estimativas de até US$ 8 milhões nas bilheterias nos Estados Unidos no fim de semana de abertura — uma dos melhores estreias de documentário em uma década — o filme foi massacrado pela crítica especializada.
No site Rotten Tomatoes — que compila centenas de resenhas e análises de especialistas e veículos norte-americanos sobre um determinado filme — o filme amarga uma aprovação extremamente baixa de aproximadamente 11% entre os críticos, uma das piores avaliações já registradas no site, inclusive abaixo de filmes amplamente criticados como “Cats” (2019), com uma taxa de 9% de aprovação.
Críticas
A grande maioria das resenhas classifica o filme como propaganda ou superficial, e critica sua falta de profundidade narrativa. Poucos elogiaram a obra, e muitos destacaram a falta de tensão dramática ou surpresa na trama que acompanha os 20 dias que antecederam a inauguração presidencial em 2025.
Owen Gleiberman, da Variety, descreveu o documentário, “que nunca ganha vida”, como “tão orquestrado, retocado e dirigido que mal chega ao nível de um infomercial descarado”. Frank Scheck, do The Hollywood Reporter, afirmou que a obra “se derrete tanto por sua protagonista que você se sente quase antipatriótico por não começar a venerá-la”.
Para Xan Brooks, do The Guardian, “a diversão não é contagiante, os convidados são um pesadelo e duas horas com Melania parecem um inferno sem fim”. Nick Hilto, do The Independent, chamou o documentário de “um vazio mal-humorado e sem nada além de propaganda”, descrevendo a primeira-dama como um “vácuo de pura insignificância” na obra.
Curiosamente, os dados de audiência em plataformas como o Rotten Tomatoes mostram uma reação oposta: o público deu a Melania uma nota A no CinemaScore, enquanto sua pontuação no Rotten Tomatoes é de impressionantes 99%, a mais alta entre os 10 filmes mais assistidos neste fim de semana, gerando um dos maiores contrastes observados na plataforma entre opiniões de espectadores e de críticos.
Se essa previsão otimista nas bilheterias se confirmar, o filme ficará em terceiro lugar, atrás de outros lançamentos, como “Socorro!”, de Sam Raimi, e “Iron Lung”, e superando o novo filme de ação de Jason Statham, “Shelter”. Segundo o The Hollywood Reporter, o filme está mobilizando conservadores no Sul e no Centro-Sul dos Estados Unidos, especialmente mulheres com mais de 55 anos, que representaram 72% do público no dia da estreia.
A obra, que documenta a rotina da ex-primeira-dama Melania Trump, foi financiada e promovida com um orçamento robusto — estimado em mais de US$ 75 milhões no total entre aquisição e marketing — e recebeu um lançamento amplo em cerca de 1.500 a 2.000 salas. Apesar disso, analistas e comentaristas sugerem que o desempenho internacional pode ser modesto e que o público fora de determinados mercados tem mostrado pouco interesse, levantando dúvidas sobre a longevidade do filme nas salas de cinema.
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