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Subsidiária da Embraer define próximos passos para os eVTOL no Brasil

Eve Air Mobility e InvestSP realizam encontro estratégico em São Paulo para definir ações que viabilizem a operação do eVTOL no Brasil até 2027

A Eve Air Mobility, subsidiária da Embraer, em parceria com a InvestSP, promoveu em São Paulo um encontro estratégico que reuniu autoridades públicas, órgãos reguladores, representantes ambientais e operadores do setor para discutir os próximos passos da implementação do eVTOL no Brasil.

O foco principal foi a consolidação de um ecossistema que permita o início das operações comerciais da aeronave elétrica de pouso e decolagem vertical a partir de 2027.

Planejamento e infraestrutura para o eVTOL

O evento abordou temas essenciais como regulamentação, desenvolvimento de vertiportos, implantação de pontos de recarga e capacitação de profissionais voltados à Mobilidade Aérea Urbana (UAM, na sigla em inglês). A proposta é garantir que o ambiente regulatório e logístico esteja preparado para a introdução segura e eficiente das aeronaves elétricas em centros urbanos.

Segundo Johann Bordais, CEO da Eve, a empresa avança de forma integrada no desenvolvimento da aeronave e na estruturação do ecossistema que sustentará a operação comercial. “Nosso objetivo é estabelecer uma base sólida que envolva infraestrutura, normas e formação técnica especializada”, disse.

Produção nacional e potencial de mercado

A linha de produção do eVTOL será instalada em Taubaté/SP, com capacidade para fabricar até 480 unidades por ano. O projeto já acumula aproximadamente 2.800 pedidos, somando contratos firmes e cartas de intenção de compra, equivalentes a cerca de US$ 14 bilhões (R$ 76,4 bilhões).

O modelo foi projetado para cinco ocupantes — um piloto e quatro passageiros — e apresenta autonomia de até 100 km. O eVTOL atenderá principalmente missões de curta distância, tanto em rotas intraurbanas quanto regionais.

São Paulo como polo de inovação

Para a InvestSP, o estado representa o ambiente ideal para sediar a produção e operação inicial do eVTOL. “São Paulo possui a maior economia do país, infraestrutura robusta e um ecossistema favorável à inovação. Nossa prioridade é garantir a integração entre o setor público e privado para viabilizar operações seguras e sustentáveis”, disse Thiago Camargo, vice-presidente executivo da agência InvestSP.

Redução de tempo e novas aplicações

A Eve estima que trajetos urbanos estratégicos poderão ser drasticamente reduzidos. A ligação entre a zona sul de São Paulo e o aeroporto internacional de Guarulhos, por exemplo, passaria de até 150 minutos por via terrestre para cerca de quinze minutos com o eVTOL.

Além do transporte de passageiros, o veículo elétrico de pouso e decolagem vertical poderá ser utilizado em operações de turismo, segurança pública e saúde. 





Fonte

Redação

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