Sikorsky e Robinson Helicopter Company apresentam o R66 Turbinetruck, helicóptero autônomo de carga
A Sikorsky, subsidiária da Lockheed Martin, e a Robinson Helicopter Company apresentaram nesta terça-feira (10), o R66 Turbinetruck, um helicóptero autônomo de carga desenvolvido para missões logísticas sem tripulação.
A aeronave combina o sistema de autonomia Matrix autonomy system, da Sikorsky, com uma nova plataforma de aeronave não tripulada baseada no helicóptero utilitário Robinson R66.
O projeto foi desenvolvido por meio de um acordo de cooperação entre as duas empresas e tem como objetivo atender operadores civis e militares em missões de transporte de carga, reabastecimento e apoio logístico em áreas remotas ou ambientes operacionais complexos.
Integração do sistema Matrix
O R66 Turbinetruck torna-se a 21ª aeronave a incorporar o sistema de autonomia Matrix, uma suíte tecnológica projetada para permitir operações autônomas seguras e repetíveis.
Segundo a Sikorsky, a arquitetura já foi testada em diferentes tipos de plataformas aéreas — desde drones de pequeno porte até aeronaves estratégicas de transporte — acumulando mais de 1.000 horas de voo de validação operacional.
Arquitetura voltada para transporte de carga
O Turbinetruck foi projetado especificamente para operações logísticas internas e externas, com foco em transporte de carga em ambientes potencialmente contestados ou de difícil acesso. A aeronave elimina cabine e estações de tripulação, liberando espaço para um fuselagem de grande volume dedicada ao transporte de carga.
Entre os elementos estruturais estão piso reforçado para cargas, compartimento ampliado para volumes logísticos e porta frontal tipo “clamshell”, instalada no nariz da aeronave, que permite carregamento rápido de cargas paletizadas.
De acordo com as empresas, o modelo pode ser empregado em diferentes cenários operacionais, incluindo reabastecimento de bases remotas, logística em ambientes contestados e operações de resposta a desastres.
Arquitetura modular e reconfigurável
O helicóptero autônomo utiliza arquitetura aberta e modular, permitindo a substituição de softwares e sistemas de missão conforme o perfil operacional. Essa abordagem busca facilitar a integração de novos sensores, cargas úteis e algoritmos de missão ao longo do ciclo de vida da aeronave.
Plataforma adaptada para UAS
O projeto utiliza como base um airframe comercial consolidado, característica que, segundo as empresas, contribui para reduzir custos de aquisição e manutenção. O conceito também incorpora componentes substituíveis e arquitetura logística simplificada, visando reduzir o custo total de propriedade para operadores civis e militares.
Funcionamento do sistema autônomo
A operação autônoma segue um fluxo simplificado para o operador humano. Após o carregamento da aeronave, o operador insere os objetivos da missão em um tablet de controle do sistema Matrix.
A partir dessas informações, o sistema gera automaticamente o plano de voo, utiliza sensores, câmeras e algoritmos de navegação e conduz a aeronave até o destino com monitoramento automatizado.
A arquitetura segue conceito semelhante ao empregado em plataformas autônomas mais recentes da Sikorsky, como o helicóptero não tripulado S-70 UAS.

