Roadshow do leilão de venda assistida do aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, é concluído com seis empresas
O roadshow do leilão de venda assistida da concessão do aeroporto internacional do Rio de Janeiro, foi concluído nesta quinta-feira (5), com a participação de seis empresas.
As reuniões integram a preparação para o certame, marcado para 30 de março, na sede da B3, a bolsa de valores de São Paulo, e apresentaram aos potenciais interessados os principais aspectos do novo modelo de concessão do terminal.
A iniciativa foi conduzida pelo Ministério de Portos e Aeroportos, em parceria com a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e outros órgãos. Durante os encontros, foram detalhados o formato do leilão, as diretrizes contratuais e as perspectivas operacionais e econômicas do aeroporto.
Todos os documentos técnicos, procedimentos, contratos e demais arquivos relacionados à concessão do Galeão estão disponíveis de forma pública. Além disso, os interessados puderam encaminhar pedidos de esclarecimentos específicos por meio de manifestação escrita, conforme previsto no processo.
A próxima fase do cronograma será a realização de uma sessão pública de esclarecimentos, marcada para 26 de fevereiro, às 10h, no auditório da B3, em São Paulo.
O leilão de venda assistida do aeroporto do Galeão decorre de uma solução consensual homologada pelo Tribunal de Contas da União (TCU).
O acordo promoveu o reequilíbrio econômico-financeiro da concessão, incorporou cláusulas alinhadas aos contratos mais recentes do setor aeroportuário e viabilizou a retomada dos investimentos previstos para o terminal.
A disputa será aberta ao mercado. No entanto, conforme o acordo aprovado, os acionistas privados das concessionárias Changi, de Singapura, e Vinci Compass — que detêm conjuntamente 51% da concessionária RIOgaleão — deverão apresentar ao menos uma proposta no valor mínimo para participar do certame.
O valor mínimo estipulado para o aeroporto é de R$ 932 milhões, a ser pago à vista. A vencedora assumirá ainda o compromisso de repassar à União uma contribuição variável anual equivalente a 20% do faturamento bruto da concessão até 2039.
Pelo modelo acordado com o TCU, a nova concessionária será a única controladora do terminal, com o encerramento da participação acionária da Infraero.
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