Nos bastidores de Brasília, o Palácio do Planalto trabalha com a possibilidade de anunciar ainda nesta semana o substituto de Ricardo Lewandowski no comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Um dos nomes considerados é o do advogado Wellington César Lima e Silva, atualmente advogado-geral da Petrobras, segundo apuração da Folha de S.Paulo.
A eventual escolha, no entanto, ainda não está fechada. Segundo o jornal, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende ouvir ministros do Supremo Tribunal Federal e dirigentes partidários antes de bater o martelo. A avaliação no entorno do presidente é que a definição do novo ministro precisa equilibrar perfil técnico, respaldo jurídico e capacidade de diálogo político.
Ainda segundo a apuração do jornal, o principal articulador da possível indicação é o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado. O movimento também conta com a simpatia do ministro da Casa Civil, Rui Costa, que, assim como Wagner, foi governador da Bahia. Ambos defendem um nome de confiança pessoal do presidente e com histórico de atuação no setor jurídico do Estado.
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Ainda assim, há aliados que sustentam a necessidade de um nome com maior projeção política, como o do ministro da Educação, Camilo Santana, hipótese considerada menos provável neste momento.
Wellington César Lima e Silva já integrou o primeiro escalão em governos petistas. Em 2016, chegou a ser nomeado ministro da Justiça durante a gestão de Dilma Rousseff, mas a posse foi suspensa por decisão liminar em ação popular, sob o argumento de incompatibilidade com o cargo que exercia à época no Ministério Público. Diante do impasse, optou por permanecer no MP.
Em 2023, aposentou-se como procurador de Justiça do Ministério Público da Bahia para assumir a Secretaria de Assuntos Jurídicos da Presidência da República, a convite de Lula. No ano seguinte, deixou a função para tomar posse como advogado-geral da Petrobras, posto que ocupa atualmente.
Formado em direito, com mestrado em ciências criminais, Lima e Silva também tem trajetória acadêmica, com atuação como professor e passagem pela Universidade Federal da Bahia. Sua carreira é vista no Planalto como marcada por perfil técnico e discrição, características valorizadas por uma ala do governo para a condução da pasta.
A exoneração de Ricardo Lewandowski foi publicada no Diário Oficial da União na sexta-feira (9). Até a definição do novo ministro, o Ministério da Justiça segue sob comando interino do secretário-executivo Manoel Carlos de Almeida Neto, que permanecerá à frente da pasta durante o período de transição.
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