A Bolsa brasileira passa por um movimento de valorização consistente ao longo dos últimos meses – mesmo com a correção vista no pregão desta sexta-feira (5) –, impulsionado principalmente pelo fluxo de capital externo.
Boa parte dos analistas enxerga esse fenômeno como um “mercado de alta silencioso”. Luiz Constantino, sócio e diretor de gestão da Ryo Asset afirma que o rali atual tem sido pouco percebido pelo grande público.
Segundo ele, o avanço recente da Bolsa tem origem majoritariamente em fatores externos. O executivo aponta que investidores estrangeiros direcionaram cerca de R$ 25 bilhões ao mercado local neste ano, motivados pela perda de força do dólar e por uma realocação em emergentes.
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“Todo mundo ficou muito centrado nos problemas do Brasil, especialmente os fiscais. Mas houve um movimento externo que dominou os mercados neste ano”, disse, durante participação no Stock Pickers, apresentado por Lucas Collazo.
Mesmo com altas expressivas — de 50% a 100% em algumas ações —, Constantino avalia que ainda existem oportunidades relevantes.
Para ele, o ciclo negativo anterior foi tão intenso que, ao se olhar a performance em janelas mais longas, de dois a três anos, diversos papéis permanecem descontados.
A Ryo Asset mantém uma estratégia baseada em empresas com fundamentos sólidos, com destaque para o setor elétrico. Energisa (ENGI11), Equatorial (EQTL3), Axia (AXIA3), antiga Eletrobras, e Eneva (ENEV3) estão entre as principais posições.
Constantino descarta a ideia de que investir em nomes amplamente presentes nas carteiras do mercado seja um problema.
Ele lembra que, após anos de resgates, os fundos estavam com pouco caixa para buscar oportunidades fora do radar.
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A casa fez ajustes pontuais — como a saída da Sabesp (SBSP3) —, mas preserva a preferência por empresas estáveis, comparadas internamente a ativos de renda fixa pela previsibilidade de resultados.
O gestor também destacou que, embora pareça modesto, o retorno regulatório das elétricas é mais atrativo quando analisado em profundidade.
Isso porque o custo de capital regulatório utiliza uma média longa de juros, o que torna a taxa de retorno de companhias como a Energisa superior à de títulos públicos indexados à inflação.
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