Rússia projeta risco de retirada de 339 aeronaves até 2030 e lança programa para fortalecer a indústria aeronáutica local
A agência federal de transporte aéreo da Rússia (Rosaviatsia) iniciou um programa para manter a aeronavegabilidade da frota nacional e evitar uma crise de capacidade nos próximos anos.
O órgão projeta que, em um cenário pessimista, até 339 aeronaves — cerca de 30% da frota atual — podem ser retiradas de operação até 2030 caso não sejam adotadas medidas de mitigação.
A iniciativa é conduzida em parceria com o Ministério dos Transportes e envolve a extensão da vida útil de aeronaves regionais de fabricação soviética, como os Antonov An-24 e An-26 e o Yakovlev Yak-40. Para esses modelos, estão sendo implementados programas especiais de inspeção e acompanhamento de envelhecimento estrutural em cooperação com institutos de pesquisa e a indústria aeronáutica local.
No caso do Superjet 100, ainda equipado com motores franco-russos SaM146, a Rosaviatsia informou que medidas adicionais de certificação desenvolvidas pela United Engine permitiram evitar o solo de parte da frota este ano.
Enquanto a United Aircraft conduz ensaios de certificação do SJ-100 com motores russos Aviadvigatel PD-8, a indústria local trabalha para reduzir a dependência de peças importadas. Alterações no Código Aeronáutico permitirão a emissão de componentes sob a modalidade Parts Manufacturer Approval (PMA), facilitando a reposição de peças e a manutenção de modelos estrangeiros em operação.
Oficinas certificadas também estão expandindo sua capacidade de suporte técnico a aeronaves não fabricadas na Rússia, reduzindo riscos de indisponibilidade por falta de peças.
Segundo a Rosaviatsia, mesmo sob o impacto das sanções internacionais, os índices de segurança de voo apresentaram evolução. O número de acidentes na aviação civil russa caiu quase 39% em comparação com o mesmo período do ano anterior.
Andrei Nikitin, ministro dos Transportes da Rússia, destacou que o programa nacional de segurança de voo, que reúne as medidas em curso, será submetido ao governo até o fim de novembro. O plano enfatiza a necessidade de ampliar a produção de aeronaves nacionais como forma de garantir soberania tecnológica e sustentabilidade operacional a longo prazo.
A United Aircraft e a estatal Rostec dizem que a indústria russa de aviação civil passa por uma fase de expansão estratégica. O foco está em três eixos: otimização de custos, suporte operacional e desempenho competitivo em relação a modelos internacionais.
O objetivo é assegurar que as companhias aéreas possam operar aeronaves nacionais de forma eficiente e economicamente viável, evitando a repetição do colapso da cadeia de fornecedores ocorrido nos anos 1990.
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