O Ibovespa registrou nesta quinta-feira (9) novos recordes, mesmo com mudanças nas forças de alta na sessão.
Durante a manhã, após tombar ontem até 16%, o petróleo retomou alta e chegou a superar a marca de US$ 100 o barril, o WTI, enquanto o Brent foi a US$ 99, refletindo incertezas quanto ao cessar-fogo nos conflitos entre Estados Unidos e Irã.
Às 12h50 (horário de Brasília), o índice subia 1,46%, a 195.002 pontos, e passa a operar por volta dos 195 mil, atingindo novos recordes, depois de também atingir inéditos 194 mil pontos.
O avanço do petróleo ocorria após Israel abalar a tentativa de trégua ao atacar o Líbano e causar ao menos 200 mortes. Em resposta, o Irã impôs novas restrições no Estreito de Ormuz, reforçando preocupações com a inflação e com a política monetária global. Neste ambiente, após o rali da véspera, as bolsas europeias e norte-americanas caem.
Contudo, o petróleo atenuou os ganhos e, apesar de fechar em alta, ficou longe das máximas do dia. De qualquer forma, mesmo assim, o ânimo com a Bolsa se seguiu, com forte alta para os ativos.
Os ativos brasileiros ampliaram o otimismo pouco antes das 15 horas (de Brasília), em sintonia com a melhora do mercado financeiro em Nova York. Segundo Luiz Roberto Monteiro, operador da mesa institucional da Warren Rena DTVM, os mercados refletiram relatos sobre a possibilidade de um acordo de paz entre Israel e Irã, medido pelo presidente norte-americano, Donald Trump. Isso porque o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse nesta quinta-feira que deu instruções para que Israel inicie negociações de paz com o Líbano, que também incluiriam o desarmamento do Hezbollah.
“Os mercados domésticos pegaram carona nessa onda de informações”, diz Monteiro. Assim, o Ibovespa renovou máxima histórica aos 195.513,91 pontos, em alta de 1,72%, fechando com ganhos de 1,52%, a 195.129 pontos.
Ontem, o Ibovespa encerrou em alta de 2,09%, aos 192.201,16 pontos, renovando recordes intradia e de fechamento, motivado pelo anúncio de uma pausa de duas semanas na guerra no Oriente Médio.
Cabe destacar ainda que,mesmo em meio a novas máximas, os grandes bancos globais seguem enxergando o Brasil como um dos principais mercados emergentes para investidores internacionais, neste momento marcado pela redução das tensões geopolíticas no Oriente Médio e pela retomada gradual do apetite por risco.
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Tanto a Morgan Stanley quanto o JPMorgan destacam o país como uma das apostas relevantes dentro da América Latina e do universo de mercados emergentes, apoiado em fundamentos corporativos, exposição a commodities energéticas e valuation ainda considerado atrativo.
Na avaliação do JPMorgan, o anúncio de um cessar-fogo temporário entre Estados Unidos e Irã reduziu os riscos imediatos de interrupção no fluxo de petróleo pelo Estreito de Hormuz, o que ajuda a reancorar o cenário base para os mercados emergentes. O banco projeta uma recuperação do índice MSCI Emerging Markets à medida que os riscos de recessão global são reprecificados, o petróleo se estabiliza em patamar elevado e o dólar perde força.
A leitura é reforçada pelo Morgan Stanley, que mantém overweight (exposição acima da média) relevante em ações brasileiras em seu portfólio modelo para a América Latina. O banco destaca que o Brasil concentra algumas das principais posições da carteira, refletindo a avaliação de que o mercado combina empresas líderes, geração de caixa consistente e métricas de retorno acima da média regional.
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Ainda em destaque, em evento sobre a premiação anual do Ranking Top 5 do Focus 2025 do BC nesta manhã em São Paulo, o presidente Gabriel Galípolo disse que a expectativa do mercado é, para a autoridade monetária, como se fosse uma bússola, em especial neste momento de incerteza da economia global.
Nos EUA, foram divulgados o índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) e o Produto Interno Bruto (PIB). O PCE subiu 0,4% em fevereiro ante janeiro, acima do esperado (0,3%). Já PIB dos Estados Unidos cresceu a uma taxa anualizada de 0,5% no quarto trimestre de 2025 (projeção de alta de 0,7%).
| Como a guerra no Irã afetou o mercado | |||
| Ativo | Preço 27/02 | Preço 09/04 | Variação (%) |
| Petroleo WTI (US$) | 67,02 | 98,95 | 47,64% |
| Petroleo Brent (US$) | 72,48 | 98,10 | 35,35% |
| Ibovespa (pontos) | 188.787 | 192.201 | 1,81% |
| PETR4 (R$) | 39,33 | 46,61 | 18,51% |
| S&P 500 (pontos) | 6.878,88 | 6.782,81 | -1,40% |
| Ultima atualizacao: 09/04/2026 12:51 | |||
(com Reuters e Estadão Conteúdo)
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