Com a emergência climática influenciando decisões globais e locais, a transição ecológica torna-se uma diretriz operacional no setor de eventos. Tendências como a adoção de cenografia sustentável, a redução de impactos ambientais, a inclusão social e a valorização de práticas locais devem se consolidar como pilares na concepção de feiras, ativações e grandes encontros a partir de 2026. Esses movimentos têm o potencial de redefinir padrões no Brasil e orientar um novo modelo de produção, mais responsável, inovador e alinhado às expectativas de um público cada vez mais consciente.
Realizada em Belém do Pará entre 10 e 21 de novembro, a COP30 (30ª Conferência das Partes) reuniu líderes globais para debater propostas de combate ao aquecimento global, redução de combustíveis fósseis, investimento em energias limpas e desmatamento zero. Com mais de 42 mil participantes e dezenas de pavilhões temáticos, a conferência funcionou como um grande “laboratório vivo” de soluções.
A seguir, a LGL Case destacou as cinco tendências que emergiram do evento e que podem moldar o setor de eventos, impactando positivamente marcas e o público, começando pelo requisito de Eventos Carbono Zero. A neutralização de emissões de carbono é fundamental para qualquer evento que pretenda contribuir com o meio ambiente. O processo envolve mapear, reduzir e compensar os gases emitidos, minimizando o impacto ambiental. Para isso, são adotadas medidas como o uso racional de recursos, melhorias no transporte, manejo adequado dos resíduos e, por fim, a compensação das emissões inevitáveis por meio de créditos de carbono certificados.
Outra grande mudança é que Cenografias Reutilizáveis São o Caminho. Soluções cenográficas reutilizáveis, redução de descartáveis, compostagem e uso de fornecedores locais estiveram em destaque na conferência. A COP30 demonstrou que modelos circulares reduzem impacto e custos sem comprometer a experiência, estabelecendo a cenografia reutilizável como um elemento essencial para a execução de eventos bem-sucedidos. Um exemplo prático desse princípio é o Sports Summit São Paulo, com produção da LGL Case, que alcançou 97% de materiais sustentáveis nos estandes. O evento substituiu lonas impressas por tecidos ecológicos e priorizou soluções reaproveitáveis. Em parceria com o Grupo Primavera, os tecidos foram transformados no pós-evento em lençóis, almofadas e bonecas de pano, gerando renda para famílias e estendendo o ciclo de vida do material em um modelo de economia circular.
Além disso, a Tecnologia Focada em Eficiência e Sustentabilidade passa a ser decisiva. A tecnologia atua não apenas na experiência do público, mas também na operação sustentável do evento. Sensores de fluxo, plataformas de gestão de energia, credenciamento 100% digital e sistemas de monitoramento de impacto ambiental foram amplamente adotados na COP30, demonstrando uma atuação tecnológica focada em eficiência e sustentabilidade.
Em termos de conteúdo, a conferência apontou para Curadorias Mais Diversas e Conectadas ao Território Local. A escolha dos palestrantes e dos conteúdos dos eventos está em transformação. A COP30 mostrou a importância de ter pessoas da Amazônia, moradores das comunidades da região e jovens participando das conversas, tornando a discussão mais real e próxima da vida local. Eventos de empresas e instituições estão cada vez mais buscando diferentes pontos de vista para que o conteúdo seja mais verdadeiro, tenha mais credibilidade e converse melhor com o público.
Por fim, o evento posiciona o Brasil na Mira de Eventos Internacionais e Sustentáveis. O legado da COP30, impulsionado por investimentos em infraestrutura, turismo e espaços de convenções em Belém, fortalece o país como um destino estratégico global para eventos. Esse movimento deve estimular empresas a priorizarem locais alinhados à agenda ESG em suas futuras realizações.

