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RT Count orienta agentes sobre MEI, tributos e novos desafios fiscais

São Paulo (SP) – Durante a Convenção TZ Viagens 2025, realizada no Hotel Pestana entre sábado (18) e domingo (19), a RT Count participou do painel “Assessoria Contábil para Agências de Viagens”, mediado por Paulo Manuel, CEO da TZ Viagens. O debate contou com a presença de César Telles, CEO da RT Count, e Brayan Willians, executivo da empresa de contabilidade, que abordaram temas como o enquadramento tributário de microempreendedores, os impactos da reforma tributária e a importância de uma gestão financeira estruturada.

Willians destacou que muitos profissionais do setor ainda operam como MEI mesmo após ultrapassarem o limite de faturamento, o que pode gerar multas e desenquadramentos automáticos pela Receita Federal. “Nos últimos dois anos, a fiscalização passou a ser mais rigorosa. Falta de declaração ou débitos têm levado microempreendedores ao lucro presumido, onde a carga tributária é muito mais alta”, explica. Ele alerta que, em alguns casos, o imposto pode triplicar, com acréscimos de juros e multas.

Quanto ao cenário pós-regularização, Willians reforça que as agências precisam de planejamento tributário e assessoria contábil contínua. “No MEI, o acompanhamento mensal não é obrigatório, mas, ao migrar de regime, surgem novas obrigações e burocracias. É preciso previsibilidade e controle para evitar riscos financeiros”, afirma.

Telles concentrou sua fala na reforma tributária, classificada por ele como “a maior mudança fiscal da história do país”. Segundo o executivo, o novo modelo de IVA (Imposto sobre Valor Agregado), que substituirá gradualmente tributos como PIS e Cofins entre 2026 e 2033, trará impactos diretos ao setor.

“As agências que atendem empresas serão mais afetadas, porque companhias contratantes vão priorizar fornecedores que geram crédito fiscal. Isso tende a reduzir a competitividade de quem está no Simples Nacional”, avalia o CEO da RT Count.

Outro ponto levantado por Telles foi a não cumulatividade plena, que permitirá às empresas abater impostos a partir dos custos operacionais, como hospedagens, passagens e logística. No entanto, ele observa que setores como hotéis e restaurantes não deverão gerar crédito, o que pode elevar custos de contratação. “Será necessário repensar a precificação e exigir nota fiscal de todos os fornecedores. Qualquer despesa sem nota significará mais imposto a pagar”, pontua.

Ao final, os representantes da RT Count defenderam que as agências adotem gestão financeira estruturada e busquem orientação especializada para se preparar para o novo cenário. “A reforma vai simplificar, mas o período de transição será desafiador. Organização contábil será essencial para quem quiser manter competitividade e segurança”, conclui Telles, reforçando que a empresa oferece suporte gratuito para dúvidas e orientação básica aos franqueados da TZ Viagens.



Fonte

Redação

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