O Rocky Mountaineer enxerga o Brasil como um dos mercados com maior potencial de crescimento na América Latina dentro do segmento ferroviário premium. A avaliação é de Julie Wang, diretora de Vendas para Ásia e América Latina da companhia, que assumiu a função em 2023 e passou a revisar o desempenho histórico da empresa antes e depois da pandemia. A profissional veio ao Brasil nesta semana e reuniu, nesta sexta-feira (20), representantes das principais operadoras do mercado para um almoço na capital paulista.
Segundo a executiva, o mercado brasileiro reúne fatores estratégicos como alto volume de viajantes internacionais, familiaridade com vistos norte-americanos e perfil consumidor alinhado ao produto da marca. “Nosso produto entrega uma experiência diferente, não é um tour regular, é uma viagem premium de slow travel”, afirma.
Hoje, Brasil e México lideram as vendas da companhia na América Latina, com a Argentina aparecendo na sequência. O desempenho brasileiro chama atenção não apenas pelo volume, mas pelo perfil do viajante interessado em experiências de alto padrão.
Wang destaca que ainda existe desconhecimento sobre o conceito do produto. O Rocky Mountaineer não opera como trem de deslocamento, mas como experiência turística de observação de paisagens, com serviço de bordo personalizado e gastronomia inclusa. “Não somos um trem de transporte, somos uma jornada premium de sightseeing. É uma forma de encerrar o itinerário com relaxamento, cenário e detalhes de luxo”, afirma.
O Rocky Mountaineer opera três rotas principais: duas no Canadá e uma nos Estados Unidos. No Canadá, a temporada vai de meados de abril a meados de outubro. Já a rota americana, mais ao sul, opera entre o início de abril e o começo de novembro. A empresa já testou operação no inverno canadense, mas a estratégia não avançou devido às condições climáticas extremas e à baixa demanda.
A capacidade máxima por vagão é de 72 passageiros, mas a companhia trabalha com limite reduzido para manter padrão elevado de conforto. “Preferimos operar com cerca de 66 passageiros para garantir mobilidade e exclusividade”, afirma.
Para ampliar presença no mercado brasileiro, a executiva destaca três pilares:
“É fundamental que os parceiros entendam bem o produto para transmitir a mensagem correta ao cliente”, diz.
Atualmente, não há representação fixa no Brasil e Wang sinaliza que essa é uma decisão que depende de escala. “Sem números consistentes, não conseguimos justificar o investimento de contratar alguém localmente”, afirma.
Internamente, a companhia estuda novos projetos para elevar o posicionamento da marca dentro da pirâmide de luxo, mirando inclusive o segmento ultra luxury. “Queremos investir para elevar ainda mais o produto e atrair um perfil ainda mais exclusivo”, afirma.
Entre as possibilidades analisadas está o uso de tecnologia para aprimorar a experiência internacional a bordo, inclusive com ferramentas de apoio linguístico baseadas em inteligência artificial. “O toque pessoal é essencial na hospitalidade, mas podemos usar tecnologia para melhorar a experiência do passageiro internacional”, diz.
Para o viajante, Wang resume a proposta como uma experiência exclusiva e contemplativa nas paisagens das Montanhas Rochosas.
Já para agentes e operadores, a mensagem é direta: “Se você não inclui o Rocky Mountaineer no roteiro do seu cliente de alto padrão, não sabe o que está perdendo”, afirma.
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