O Rio Open 2026 reúne 44 patrocinadoras e 12 apoiadoras, amplia o pilar ambiental Rio Open Green, neutraliza mais de 1.800 toneladas de CO₂ e projeta injetar cerca de R$ 200 milhões na economia do Rio de Janeiro entre 14 e 22 de fevereiro. O torneio, realizado no Jockey Club Brasileiro, combina esporte, turismo, sustentabilidade e forte presença de marcas nacionais e globais.
Maior torneio de tênis da América do Sul e único ATP 500 da região, o evento acontece em meio ao Carnaval, ampliando a permanência de visitantes na cidade e elevando a taxa de ocupação hoteleira, o fluxo aéreo e o consumo em bares, restaurantes e serviços. Segundo a organização, a edição de 2026 deve gerar quase cinco mil empregos diretos e indiretos. A projeção de R$ 200 milhões em impacto econômico tem como base estudo anual da Deloitte.
Com ingressos esgotados em apenas duas horas e expectativa de público superior a 70 mil pessoas ao longo dos nove dias, o torneio reforça o calendário internacional do Rio e amplia a exposição global do destino, com cerca de 3.500 horas de transmissão para mais de 140 países.
Rio Open Green: carbono neutro e gestão de resíduos
Desde 2020, o torneio calcula e compensa as emissões de carbono relacionadas à operação e ao deslocamento do público. Em 2025, foram neutralizadas mais de 1.800 toneladas de CO₂, sendo cerca de 74% referentes ao transporte dos espectadores.
Segundo Flávia Ottoni, bióloga e coordenadora do estande Rio Open Green, o transporte dos espectadores representa a maior parte da pegada do evento. “No ano passado 470 toneladas foram compensadas apenas com a operação e montagem do torneio como um todo e as outras 1.300 com o deslocamento do público”, explica.
A compensação ocorre por meio da aquisição de créditos de carbono vinculados à geração de energia renovável da Hidrelétrica Jirau, em parceria com a ENGIE, garantindo certificação reconhecida internacionalmente. Além da neutralização de carbono, o evento mantém ações de redução de plástico, copos reutilizáveis no Leblon Boulevard, coleta seletiva, destinação de recicláveis para cooperativas licenciadas e compostagem de resíduos orgânicos. Cerca de 21 toneladas de recicláveis foram coletadas no ano anterior.
Recorde de patrocinadores consolida força no mercado turístico
A edição 2026 registra número histórico de marcas: 44 patrocinadoras e 12 apoiadoras. A diversidade de setores, como telecom, energia, mobilidade, aviação, finanças, hospitalidade, bebidas e turismo, demonstra a relevância do torneio como ativo econômico e de imagem para o Rio de Janeiro. Entre os principais patrocinadores estão:
- Disney Cruise Line: com estande de experiência e presença de personagens;
- RIOgaleão: aeroporto oficial do evento;
- Emirates e Rolex: host sponsors;
- Claro: patrocinadora desde a primeira edição;
- XP Inc.: com espaço próprio e desafios interativos;
- Shell: com experiências digitais e ativações esportivas;
- ENGIE Brasil: responsável pela descarbonização do evento;
- Kia: com frota híbrida e elétrica para transporte de atletas;
- Faberg, Jockey Club Brasileiro, Prefeitura do Rio, dentre outras: como parceiros oficiais.
Turismo e presença do setor de viagens
A participação de empresas ligadas ao turismo reforça o papel do evento como indutor de fluxo. A Disney Cruise Line utilizou o torneio como plataforma de branding e relacionamento com o trade.
Do ponto de vista turístico, o evento movimenta a rede hoteleira, o transporte aéreo e os serviços locais. Empresas do setor marcam presença como patrocinadoras ou apoiadoras, incluindo companhias aéreas, operadoras e marcas associadas ao turismo e hospitalidade. Flávia destacou o peso do turismo no cálculo das emissões: “tem muita gente vindo de fora e o principal meio de transporte é avião, por isso o Rio Open tem esse cuidado com a poluição”.
Entre as marcas presentes no Leblon Boulevard esteve a Disney Cruise Line, que utilizou o evento como plataforma de relacionamento e posicionamento de marca no Brasil. O gerente de Estratégia de Marketing da Disney Cruise Line para o mercado Latam, Marcio Cantelli, explicou a escolha do evento. “Nossa presença do Brasil é fundamental, o Rio de Janeiro é um cartão postal e quem está no Rio Open são famílias que costumam viajar”, destaca e completa que a Disney sempre gosta de se associar com algum esporte.
Brasileiros foram destaque na edição de 2026
João Fonseca chegou ao torneio como terceiro cabeça de chave e ocupando a melhor posição da carreira no ranking da ATP, na 33ª colocação. Atuando em casa, no Jockey Club Brasileiro, e diante de arquibancadas lotadas, o carioca confirmou o status de principal nome nacional ao avançar às fases decisivas, apoiado em um desempenho consistente no saque e postura agressiva nas trocas de fundo de quadra.
Na chave de simples, o Brasil também foi representado por Thiago Monteiro, que buscou explorar sua regularidade no saibro contra adversários do top 50, e por Felipe Meligeni Alves, que aproveitou a oportunidade de disputar um ATP 500 em casa para somar experiência e visibilidade. Jovens convidados por wild card completaram a presença nacional, reforçando o processo de renovação do tênis brasileiro em um evento de alto nível técnico.
Nas duplas, Rafa Matos, bicampeão do torneio, voltou a figurar entre os protagonistas e manteve a regularidade nas fases mais avançadas da competição. A parceria formada por Felipe Meligeni Alves e Marcelo Zormann também integrou a chave, ampliando a representatividade brasileira na disputa.
Fora das quadras, o torneio contou com espaços como o Leblon Boulevard, com 10 mil m², que concentrou ativações de marcas, gastronomia e experiências voltadas ao público, ampliando o tempo de permanência e o ticket médio dos visitantes. A edição de 2026 contou com oito quadras de saibro, incluindo a Quadra Guga Kuerten, com capacidade para 6.200 pessoas.