LISBOA – Com 36 anos de atuação em Orlando, a Personal RGE Tours quer ser mais do que um receptivo: a proposta é funcionar como uma extensão das operadoras brasileiras nos Estados Unidos. Em entrevista durante a participação na BTL 2026, a vice-presidente Marianna Silva detalhou o posicionamento da empresa, seus diferenciais e a estratégia para o mercado português.
Fundada em 1990 com foco no público brasileiro, inicialmente atendendo grupos de famílias e adolescentes, a RGE Tours consolidou-se ao longo das décadas como especialista nos parques temáticos da Flórida. Cinco anos após a criação, tornou-se operadora seleta da The Walt Disney Company, credenciamento que mantém há cerca de 30 anos. Sediada em Orlando, a Personal RGE Tours é especializada nos complexos da Walt Disney World e do Universal Orlando Resort, além de outras atrações da região.
Se no início muitos roteiros combinavam Miami e Orlando, hoje o foco é outro. “Nossa proposta é ser um hub brasileiro nos Estados Unidos”, explica Marianna. A operação funciona de forma estratégica e discreta: a equipe não utiliza uniformes com logomarca própria nem veículos identificados. O atendimento é realizado sempre em nome da operadora brasileira parceira, como se a equipe em Orlando fosse uma extensão direta do operador.
Diferenciais e suporte local
Segundo Marianna, grande parte do mercado brasileiro tende a privilegiar operadores seletos com escritório no Brasil. Ainda assim, ela ressalta que a Personal RGE Tours também é operadora seleta da Disney, com acesso a todas as promoções e benefícios, e em alguns casos oferece vantagens adicionais por atuar diretamente como receptivo local.
“A proximidade física com os parques nos permite acesso em tempo real a novidades, treinamentos e atualizações. Entre nossos diferenciais estão condições competitivas em hotelaria, apoio em famtours, treinamentos online e presenciais, além de suporte imediato no destino, incluindo deslocamento presencial para resolver qualquer imprevisto”, afirma Marianna Silva.

Atualmente, cerca de 65% da operação da empresa é voltada para grupos, com forte atuação em produtos sob medida e personalização completa. A executiva reforça que o objetivo é unir esforços com operadores brasileiros. “Para Disney e Universal, o mais importante é a venda bem estruturada e a experiência final do cliente. Uma venda correta garante que o visitante viva a magia do destino; uma venda mal planejada pode comprometer toda a experiência”, afirma.
Portugal no radar
A empresa atua no mercado português há mais de 20 anos, movimento impulsionado pelo fato de uma das sócias ser luso-brasileira. Para Marianna, a BTL evoluiu significativamente: antes vista como uma feira de perfil mais local, hoje reúne profissionais de diferentes regiões do país.
Sobre o mercado português para os Estados Unidos, Marianna reconhece que houve uma redução significativa no último ano, motivada principalmente por questões políticas, que levaram parte dos viajantes a adiar planos. O cenário, contudo, já começa a mudar. Segundo ela, muitos clientes têm reconsiderado o adiamento das viagens, o que impulsiona uma retomada gradual do interesse pelo destino.
“Percebemos que, aos poucos, os viajantes portugueses estão retomando o planejamento das viagens para os EUA, sinalizando que a demanda deve voltar a crescer nos próximos meses”, completa Marianna Silva.
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