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Retração da indústria do Brasil se aprofunda em dezembro, mostra PMI

A ‍atividade industrial no Brasil encerrou 2025 com ⁠a retração mais acentuada em três meses em dezembro, com ‍redução da produção e das encomendas diante da fraqueza da demanda, mostrou a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em ‌inglês) nesta sexta-feira.

O índice, compilado pela S&P Global, caiu a 47,6 em dezembro, de 48,8 em novembro, indo mais abaixo da marca de 50 que separa crescimento de contração. Segundo os dados da pesquisa, todos os cinco subcomponentes tiveram influência negativa na última leitura.

“A indústria do ‌Brasil foi severamente impactada pela retração da demanda… As novas encomendas ‌não conseguiram se recuperar, mesmo com as empresas reduzindo seus preços de venda no ritmo mais forte em pouco menos de dois anos e meio”, destacou a diretora associada de economia da S&P Global Market Intelligence, Pollyanna De Lima.

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‘Os dados indicaram muito ‌pouco que aponte para qualquer recuperação imediata no curto prazo’, completou.

A taxa de contração da entrada de novos negócios acelerou ​em dezembro, com os entrevistados identificando retração da demanda como o principal determinante das vendas menores. Isso desencadeou uma nova contração na produção industrial, a mais rápida desde setembro passado.

Quanto à demanda internacional por produtos brasileiros, embora ela tenha continuado a piorar, a taxa de redução das vendas externas moderou em relação a novembro.

A pesquisa mostrou ainda que os fabricantes no Brasil sinalizaram uma segunda queda mensal consecutiva nos custos de insumos no final de 2025, com a ​taxa de desconto marcando ⁠o ritmo mais ⁠rápido em 27 meses. As empresas relataram tarifas menores para energia, alimentos, frete, metais, plásticos ‌e resina.

A combinação de economia com os custos e esforços para estimular as vendas reduziu os preços cobrados pelos produtos, caindo pelo quarto mês consecutivo e no ritmo mais rápido desde ‍julho de 2023.

Mas o aumento marginal no emprego registrado em novembro foi revertido em dezembro, com as empresas cortando ​o quadro de ‌funcionários pela quarta vez em sete meses em meio a iniciativas de controle de custos ‍e capacidade ociosa.

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Apesar do cenário fraco, os produtores de bens preveem um aumento na produção durante 2026 em comparação aos níveis atuais. O otimismo foi atribuído à expectativa de melhores condições de demanda, redução da taxa de juros, investimentos em tecnologia e maior foco em aprimorar a produtividade.



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Redação

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