O senador Weverton Rocha (PDT-MA), escolhido para relatar a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), comparou, de forma bem-humorada, a tarefa a receber uma “granada sem pino”, em referência ao clima de tensão que envolve a disputa pela vaga aberta com a saída de Luís Roberto Barroso. As informações são do jornal O Globo.
Weverton soube da decisão enquanto estava em viagem a Roma e afirmou que ainda está mapeando o cenário no Senado.
Parte dos parlamentares manifesta resistência ao nome de Messias, atual advogado-geral da União, por preferirem que o presidente Lula tivesse optado pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).
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Diante das dificuldades, Messias intensificou visitas individuais aos gabinetes desde o início da semana para tentar construir apoio.
Os principais obstáculos envolvem insatisfações com o processo de escolha e a leitura de que o Palácio do Planalto conduziu a indicação de forma mais fechada, sem diálogo prévio com senadores influentes.
A pressão aumentou depois que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), decidiu marcar a sabatina para 10 de dezembro — apenas nove dias após o envio formal da indicação.
A indicação ao STF exige maioria simples na Comissão de Constituição e Justiça e no plenário do Senado.

