Setor aéreo quer regras globais para evitar interferências no espectro aeronáutico enquanto mitigadores temporários expiram e novas redes móveis se aproximam de faixas críticas de navegação
Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA, na sigla em inglês) defende que redes móveis 5G e futuras plataformas 6G próximas ao espectro aeronáutico sejam implementadas com salvaguardas capazes de garantir a integridade dos radioaltímetros e demais sistemas críticos de bordo.
A discussão ganha força às vésperas da Conferência Mundial de Radiocomunicação de 2027 (WRC-27), em um momento em que diversas mitigações temporárias começam a expirar em mercados estratégicos.
A União Internacional de Telecomunicações (ITU) realiza estudos técnicos que embasarão a padronização internacional para o uso de espectro nas próximas gerações de telecomunicações. As orientações serão desenvolvidas em conjunto com autoridades de aviação e reguladores nacionais, com o objetivo de permitir a expansão das redes móveis sem comprometer a segurança operacional.
A IATA submeteu um documento de trabalho ao encontro do grupo ITU WP5B, que está sendo realizado em Genebra, na Suíça, até quinta-feira (27), com cenários operacionais e requisitos técnicos que devem nortear a definição de políticas futuras de espectro.
O documento defende que a formulação de normas considere situações críticas de voo, incluindo decolagens, pousos, arremetidas, deslocamentos em solo, turbulência, windshear e cenários emergenciais. O radioaltímetro, principal sistema afetado por eventuais interferências na faixa de 4,2–4,4 GHz, fornece dados essenciais de altura para tripulações e sistemas automáticos de segurança.
A IATA reforça a necessidade de manutenção da separação mínima entre aeronaves e transmissores terrestres de onze metros (35 pés), padrão adotado para reduzir o risco de interferências.
Diversos países implementaram medidas voluntárias para reduzir a possibilidade de interferência da banda 5G adjacente, como redução de potência, limitação de antenas e zonas de exclusão próximas a pistas. No entanto, várias dessas ações têm prazo de validade. No Canadá, mitigadores expiram em 1º de janeiro de 2026, e, na Austrália, em 1º de abril de 2026. Nos Estados Unidos, o processo de leilão da faixa superior da banda C avança, e proteções devem ser retiradas em 2028.
Radioaltímetros mais resistentes ao espectro adjacente não devem estar amplamente disponíveis antes do início da década de 2030. O intervalo entre o fim das proteções provisórias e a chegada dos novos equipamentos cria um período vulnerável para operações aéreas, especialmente em aeroportos de clima adverso ou alta densidade de tráfego.
A associação defende que WRC-27 estabeleça regras claras e globalmente aplicáveis, assegurando proteção contínua aos sistemas críticos de bordo durante essa fase de transição tecnológica.
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