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Rede Master amplia estrutura de trabalho para atender ‘nômades digitais’

Rede Master amplia estrutura de trabalho para atender ‘nômades digitais’

O nomadismo digital deixou de ser um comportamento isolado para se transformar em uma tendência consolidada no mercado global de viagens. A flexibilização do trabalho e a busca por estilos de vida mais equilibrados têm levado profissionais de diferentes áreas a adotarem rotinas que combinam longas estadias, múltiplos destinos e jornadas totalmente remotas. Esse movimento vem redesenhando a operação hoteleira, que precisa atender a um público mais atento à conectividade, ao conforto e à infraestrutura de trabalho.

Crescimento da exigência, não do volume de nômades digitais

Na Rede Master de Hotéis, operada pela Rede Platamon (Grupo Isdra), o monitoramento interno indica que, embora o número de hóspedes remotos não tenha crescido expressivamente, a sensibilidade às condições de trabalho durante a estadia aumentou de forma considerável.

Os dados da rede mostram que o padrão de “weekstay” — permanências de segunda a quinta-feira, geralmente relacionadas ao trabalho remoto — caiu de 3,11% em 2024 para 2,75% em 2025. Esse recuo, no entanto, não reflete desinteresse, mas sim uma mudança no perfil de exigência: mesmo quem não viaja exclusivamente a trabalho espera ambiente preparado para produtividade.

A maior evidência desse comportamento está no salto das menções sobre internet, tomadas e espaço para trabalhar nas avaliações dos hóspedes, que cresceram cerca de 50%, passando de 3,47% para 5,21% entre 2024 e 2025.

“A forma de viajar está mudando, e mesmo quem não é nômade digital espera hoje uma experiência que permita trabalhar com conforto e estabilidade”, afirma Lívia Trois, CEO da Rede Master de Hotéis. “Cada vez mais, o hóspede quer ter a liberdade de resolver algo do trabalho sem complicação. Isso impacta diretamente a nossa operação”, completa.

Rede Master intensifica investimentos em conectividade e espaços de trabalho

Atenta à tendência, a Rede Master reforçou sua infraestrutura interna. Todos os hotéis já contam com Wi-Fi robusto, mesas de trabalho nos apartamentos e salas de reuniões com diferentes capacidades, atendendo desde grandes eventos corporativos até videochamadas individuais ou dinâmicas colaborativas.

Nos últimos meses, o hotel de Gramado passou por novos investimentos em conectividade, após análises internas identificarem maior tráfego de rede e aumento dos feedbacks relacionados à performance da internet.

“Nosso compromisso é acompanhar de perto o comportamento dos hóspedes. Por isso, estamos investindo continuamente em estabilidade de conexão e ambientes adequados para quem precisa trabalhar”, destaca Lívia.

Tendência continua em evolução e molda o futuro da hotelaria

O avanço do nomadismo digital segue em ritmo consistente, influenciando diretamente o modo como hotéis estruturam seus serviços. Para a Rede Master, manter o foco na experiência do hóspede — especialmente no que diz respeito à conectividade — será determinante para acompanhar o novo cenário que redefine viagens, trabalho e hospitalidade.

Com hóspedes mais atentos, conectividade mais crítica e jornadas profissionais cada vez mais flexíveis, a hotelaria se vê diante de um cenário no qual infraestrutura digital deixa de ser diferencial e passa a ser requisito mínimo.



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