O megainvestidor Ray Dalio, fundador da Bridgewater Associates, afirmou nesta terça-feira (7) que o ambiente econômico global atual se assemelha ao dos anos 1970, período marcado por inflação alta, aumento do endividamento e perda de confiança em moedas fiduciárias. “É muito parecido com o início dos anos 70… Onde colocar o dinheiro?”, disse Dalio o durante o Greenwich Economic Forum, nos Estados Unidos.
Para ele, o ouro se destaca como proteção estratégica em momentos de fragilidade dos ativos tradicionais. Diante desse cenário, recomendou que investidores aloque até 15% de seus portfólios em ouro.
A recomendação vem no momento em que o metal atingiu máxima histórica: os contratos futuros eram negociados a US$ 4.005,80 por onça, acumulando alta de mais de 50% em 2025. O movimento reflete a busca por segurança em meio a déficits fiscais crescentes, especialmente nos EUA, além de tensões geopolíticas.
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“Do ponto de vista da alocação estratégica, provavelmente você teria algo como 15% da carteira em ouro, porque é um ativo que se sai muito bem quando as partes típicas do portfólio vão mal”, afirmou.
Dalio também destacou que o ouro, ao contrário de outros ativos, não depende da confiança em terceiros. “É o único ativo que alguém pode manter sem precisar de outra pessoa para pagar seu dinheiro de volta.”
A sugestão é bem diferente daquela adotada pela maioria dos alocadores, normalmente de um dígito baixo, a depender do perfil do investidor. Ao contrário de ações e dívida, afinal, o ouro não rende dividendos ou juros.
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A recomendação do megainvestidor, no entanto, é até modesta quando comparada com a de Jeffrey Gundlach, CEO da DoubleLine Capital, que recentemente também recomendou uma posição mais robusta no metal: até 25% da carteira. Ambos enxergam o ouro como um porto seguro em meio à deterioração do valor real das moedas.
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