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Ranking definitivo: os 7 melhores filmes no Prime Video agora

O poder sempre esteve no centro das relações humanas. Os contratos de mando e obediência permeiam as instituições de Estado e seus mecanismos de controle, mas também aparecem em âmbito privado, nos vínculos conjugais, nos acordos tácitos que estruturam as famílias e a sociedade. A silenciosa intervenção das autoridades em temas de foro íntimo, como o casamento, a sexualidade e a maneira de educar os filhos, por exemplo, ilustra em que medida o poder avança fronteiras que, teoricamente, deveriam ser preservadas pelas escolha individuais. O que está em jogo não é apenas a ordem social, mas a tentativa de regular comportamentos ligados à subjetividade humana. O matrimônio não é mais apenas um pacto entre um casal, a Igreja e a comunidade, nessa ordem, mas uma carta de direitos, deveres e punições regulada por lei. Dessa forma, a intimidade entre duas pessoas passa a ser também uma questão de interesse público, já que envolve os bens de cada um e aqueles que amealham juntos, descendência, moralidade. Ao legitimar uniões e desfazê-las, com o divórcio, o Estado age como mediador, mas também como juiz do que deveria ficar restrito a quatro paredes.

Nesse terreno pantanoso, a violência aparece como uma face brutal do poder. A violência doméstica, muitas vezes oculta sob o manto da intimidade, revela quão distorcido pode ser o papel de gerir discordâncias no lar. Afetos tornam-se instrumento de dominação e o silêncio das vítimas, quase sempre, é reforçado pela negligência ou demora da justiça. Quando o Estado não intervém, os ciclos de opressão tendem a se perpetuar, mas nas circunstâncias em que exorbita, ameaça-se a liberdade dos cidadãos. O que se conclui é que poder e violência estão entrelaçados, a ponto de desafiar o limite entre indivíduo e Estado. Levanta-se, então, a pergunta de um milhão de dólares: até onde vai o direito do Estado de meter-se no que concerne à ordem privada? Em que casos sua ausência redunda em omissão diante de abusos e quando sua presença torna-se arbitrária e invasiva?

Teoricamente, o Estado atua para dirimir tensões sociais e atenuar os conflitos tão próprios dos relacionamentos entre as pessoas. O equilíbrio entre poder e liberdade soa como um paradoxo que revela a força do Estado e a débil condição humana frente a tiranias inomináveis, públicas e secretas. Nesta seleção, com os sete melhores filmes do catálogo do Prime Video, as complexas relações entre os homens navegam num oceano de questões, das preferências ideológicas aos crescentes abusos da inteligência artificial, reservando lugar para o debate do racismo e das iniquidades do mundo do trabalho e do dinheiro — e, o principal, da falta dele. Sete produções que testificam sua atemporalidade e merecem ser conhecidas e revisitadas.  



Fonte

Redação

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