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Quando viajei, encontrei uma parte de mim que nem sabia que estava perdida

Quando viajei, encontrei uma parte de mim que nem sabia que estava perdida

“O mundo é um livro. Quem não viaja, lê apenas uma página” – Santo Agostinho (Valentin Antonucci/Pexels)

O ato de viajar, por si só, é um ato de coragem. É sair da inércia e buscar por novos ares, novas culturas e novos aprendizados. Quando você viaja, por mais simples que pareça ser o seu trajeto, o mundo continua o mesmo – mas você não. Viajar muda tudo. E 2025 me lembrou isso.

Agora em dezembro, fui desafiada a escolher uma das melhores viagens que fiz para escrever sobre ela. Mas, foi um ano tão incrível e surpreendente que chega a ser difícil escolher um só. Por isso, decidi quebrar um pouco as regras e escolher dois destinos que visitei: um nacional e um internacional. Espero que gostem!

Pantanal e uma conexão nunca sentida antes

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Passeio de barco pela baixada cuiabana (Giulia Jardim/M&E)

Quando fui escalada para participar da Fit Pantanal e de uma pequena press trip pelo destino, a minha primeira reação foi o desconforto. Isso porque eu não sabia o que esperar do Pantanal. E muito menos que essa seria uma das melhores experiências do ano. Eu, particularmente, não costumava ser uma pessoa muito ligada a destinos de natureza – com exceção das praias, que sempre tiveram um lugar especial no meu coração. Mas, quando topei me aventurar pelo Pantanal fui de coração aberto.

Neste texto, eu quero compartilhar com vocês um pouco das sensações e sentimentos que vivi por lá. A experiência do destino, em si, vocês podem encontrar nesse texto especial que fiz. O objetivo agora, é tentar transmitir ao menos 5% de tudo o que senti durante minha passagem pelo Mato Grosso.

Em junho, quando a viagem aconteceu, eu vivia em um momento meio cinzento na minha vida pessoal. E foi no Pantanal que eu encontrei as cores que me faltavam. Elas estavam presentes no verde das árvores e dos rio, no laranja do pôr do sol e nas frutas, no azul das araras e das águas de Bonito… e em tantas outras mil cores que me coloriram a cada cenário novo que vi.

Naquele momento, eu também já não sentia da melhor forma, com a melhor intenção, o sabor dos alimentos. E por lá encontrei novos aromas, sabores e temperos. Encontrei uma nova cultura, que se nutre com o que vem da terra. Que vive de tradição, mas sempre com um toque de novidade. O sabor dos peixes, do quebra-torto, do pirão, dos bolos e tortas típicos da região. Do leite fresco da fazenda. Do queijo produzido por empreendedores locais.

Nessa viagem eu também fui capaz de sentir a força da conexão com as pessoas e comigo mesma. Se por um lado eu percebi a importância de estar cercada por pessoas que nos querem bem, por outro eu também me fortaleci muito internamente, na minha própria companhia.

Essa conexão comigo mesma aconteceu em diversos momentos da viagem, como quando eu tirei leite da vaca, quando deixei de lado “minhas frescuras” e provei um alimento novo, quando eu pesquei um peixe, quanto tomei um banho de banheira na pousada maravilhosa de Siá Mariana, quando eu olhei pro horizonte e avistei novas espécies… mas, principalmente, no momento em que observei com muita atenção o nascer do sol no rio da baixada cuiabana, e percebi o quanto o mundo ainda tinha a me oferecer.

O poder da natureza, meus amigos, é algo simplesmente indescritível. E quem se permite viver uma conexão com ela, nunca mais se torna o mesmo. A jornada no Pantanal foi fundamental para que minha mente e meu coração estivessem prontos para outros desafios que ainda estavam por vir ao longo do ano. E eu sou muito grata por isso.

O clima natalino e meus dias na Itália

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Região de Boccadasse, em Gênova, na Itália (Acervo Pessoal/Giulia Jardim)

Pra falar da importância dessa viagem pra mim, eu preciso começar contando pra vocês o quanto eu sou apaixonada pelo Natal. Eu amo filmes com esse tema e todo o clichê que essa época do ano traz. Preciso contar também, que meu Natal de 2024 tinha sido bastante desanimador, pra dizer o mínimo.

Portanto, quando eu descobri que faria um cruzeiro pela Europa em dezembro, na mesma época do ano em que tudo começou a mudar pra mim, eu pirei. Foi uma maneira simplesmente fenomenal que o universo encontrou de marcar de uma forma muito positiva o fim de um ciclo transformador na minha vida.

Eu nunca tinha feito um cruzeiro antes e o meu “diário de bordo” você pode encontrar aqui. Neste texto, quero falar especialmente sobre um dos destinos que passei: a Itália.

Eu cresci em uma família de origem italiana, mas nunca tinha, de fato, tido algum tipo de contato com o país. Eu estava animada com a ideia de ouvir meu nome sendo pronunciado da maneira “correta” pela primeira vez na vida: “Giulia”. Estar na Itália sozinha por dois dias foi muito interessante. Isso porque, há um ano, eu não imaginava que isso seria possível. Foram dois dias intensos, alguns quilômetros andados, muitas calorias a mais e uma viagem inesquecível.

Por lá, tive a oportunidade de me apaixonar por Boccadasse, uma pequena vila de pescadores que serviu de inspiração para o filme Luca. Visitei a região logo no primeiro dia e quase chorei de tanta emoção. No mesmo dia, experimentei o típico nhoque com pesto de Gênova, que é simplesmente delicioso.

Durante minhas viagens, eu amo ‘bater perna’ pelos destinos. Então, no segundo dia, foram 5 horas andando pela cidade, somando 15km rodados. Pude ver o Centro Histórico, a Via Garibaldi, a Spianata Castelletto, a Praça di Ferrari, o Arco da Vitória e as encantadoras feirinhas natalinas. Foi um momento muito lindo de encerramento de ciclo. Posso dizer, sem pestanejar, que finalizei o meu ano com ‘chave de ouro’.

Citações mais do que especiais

Queria ainda, aproveitar o espaço para fazer uma “menção honrosa” a outros destinos que foram muito especiais pra mim esse ano:

  • Mendoza, que foi minha primeira viagem do ano, me trouxe amigos queridos e experiências simplesmente maravilhosas.
  • The Westing Porto de Galinhas, que mostrou que luxo não é sobre quantidade, mas sobre a qualidade do que é oferecido.
  • Mice Chile, que me proporcionou uma press trip encantadora por Huilo Huilo, em uma viagem em que eu também tive a oportunidade de ver neve pela primeira vez.
  • Ao Vila Galé Belém, que me permitiu voltar a Belém, viver a cultura paraense e ainda reencontrar parte da minha família depois de 9 anos.
  • E ao Rio de Janeiro, que se tornou meu destino “mais frequentado” esse ano e que segue me encantando a cada visita.

Posso dizer com firmeza que a Giulia de hoje já não é a mesma de janeiro de 2025. Fui transformada pelo impacto das viagens, por tudo o que aprendi de novo, pelas coisas que experimentei pela primeira vez e, principalmente, pelas amizades que fiz no caminho.

Que 2026 venha com tudo de mais bonito que puder e que traga ainda mais viagens incríveis para todos nós!



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