Categories: Economia

Promessa da COP, Mapa do Caminho da transição energética é debatido no prazo final

Reuniões interministeriais para a elaboração do “Mapa do Caminho Nacional” para a substituição gradual do uso de combustíveis fósseis ainda estão sendo realizadas, faltando poucos dias para a entrega determinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A criação da estratégia foi determinada em despacho presidencial após a falta de consenso sobre o tema na COP30, realizada no Brasil.

O prazo de 60 dias para a elaboração das diretrizes termina no domingo, 8, e é monitorada por Frentes Parlamentares, entidades como o Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) e organizações ambientais.

O Ministério de Minas e Energia (MME), o Ministério da Fazenda, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e a Casa Civil seguem trabalhando em uma proposta de resolução a ser submetida ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), informaram as pastas ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

Oportunidade com segurança!

A determinação presidencial inclui a proposição de mecanismos de financiamento para a implementação da política de transição energética. O texto cita a criação de um fundo para a transição com financiamento custeado por parcela das receitas governamentais da exploração de petróleo e gás natural.

Por ora, o trabalho é apenas em âmbito ministerial, mas interessa a outras frentes.

O IBP diz que está estudando como contribuir com sugestões para o mapa da transição energética. No relatório Outlook IBP 2025-2029, a entidade pontua que o Brasil é 2º maior produtor de biocombustíveis do mundo e avança em tecnologias de vanguarda, como a Captura e Armazenamento de Carbono (CCUS), posicionando o País como um líder tecnológico capaz de descarbonizar não apenas suas operações, mas também setores de difícil mitigação.

Continua depois da publicidade

As Frentes Parlamentares da Agropecuária, do Biodiesel, do Etanol e da Economia Verde lançaram na quarta-feira, 4, uma Coalizão pelos Biocombustíveis, para acompanhar a regulamentação da Lei do Combustível do Futuro (14.993/2024), e atuar na interlocução entre Legislativo, Executivo e setor produtivo em questões como o fortalecimento do desenvolvimento tecnológico nacional e o reconhecimento da produção de biocombustíveis sem comprometer a oferta de alimentos.

No lançamento da Coalizão, o coordenador geral do grupo, deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), afirmou que o grupo enviará suas contribuições para o ‘Mapa do Caminho’ ao Executivo até 8 de fevereiro.

“Estamos sistematizando as contribuições de cada setor e vamos apresentar uma proposta de ‘Mapa do Caminho’. Vamos enviar as nossas contribuições para todos.”

O Observatório do Clima (OC) – que reúne 161 organizações da sociedade civil, como o Instituto Internacional Arayara e o Observatório do Petróleo e Gás – encaminhou, na última semana, recomendações para os ministérios. O documento aborda a governança, o orçamento e o financiamento da transição energética. Nesse último eixo, as entidades sugerem a eliminação de subsídios à produção de fósseis, o uso de receitas de petróleo futuro para pagar a transição por meio da alocação imediata de capital (investimento direto) e a vinculação das ações do mapa ao Plano Plurianual (PPA) e à Lei Orçamentária Anual (LOA).

Dados consolidados pelo IBP preveem um pico de US$ 21,3 bilhões em investimentos no upstream já em 2026. A indústria de óleo e gás deve sustentar 483 mil postos de trabalho neste ano. Além disso, até 2029, a arrecadação governamental total do setor pode alcançar US$ 42,3 bilhões anuais.

Mapa Global

Em outra frente de discussão, o Fórum Nacional de Transição Energética (Fonte), criado pelo MME, aprovou, na última semana, seu regimento interno e debateu a criação de câmaras temáticas para apoiar as ações de formulação, implantação e monitoramento da Política Nacional de Transição Energética (PNTE) e o Plano Nacional de Política Energética (Plante).

Continua depois da publicidade

Em nível global, a presidência da COP30 se comprometeu a entregar, até o final do ano, o roteiro para o fim da dependência de fósseis para ser discutido na próxima cúpula climática, na Turquia, no final de 2026. Caberá à Austrália liderar o processo de negociação.

Na segunda-feira, 2, um grupo de 114 organizações encaminhou uma carta aberta ao embaixador André Corrêa do Lago, que presidiu a cúpula no Brasil, questionando se haverá um “processo político real e inclusivo” na construção da transição. As organizações também citam que a pré-COP e a conferência sobre combustíveis fósseis em Santa Marta, na Colômbia, em abril, oferecem uma “plataforma fundamental para moldar conjuntamente o processo” e preparar o relatório para a COP31.



Fonte

Redação

Share
Published by
Redação

Recent Posts

Aviva Celebra reúne trade em Caldas Novas; veja fotos

Caldas Novas (GO) – A Aviva deu início, nesta quarta-feira (5), ao Aviva Celebra, evento…

45 minutos ago

Aposta de São Gonçalo (RJ) leva prêmio de R$ 141 milhões da Mega

Uma aposta de São Gonçalo (RJ) acertou as seis dezenas do concurso 2.969 da Mega-Sena, realizado…

57 minutos ago

Britney Spears diz que tem ‘sorte de estar viva’ e faz desabafo sobre ter medo da própria família

Britney Spears usou seu perfil no Instagram para compartilhar uma mensagem em que fala da…

2 horas ago

Visto para o México volta a ser exigido: país retoma emissão

Visto para o México voltou a ser exigido em formato eletrônico para brasileiros que desejam…

2 horas ago

A antiga caa de baleias era um trabalho para poucos

Em circunstncias normais, um trabalho paga mais quando difcil, perigoso ou repugnante. A caa s…

3 horas ago

Seis empresas manifestam interesse pelo aeroporto do Galeão

Roadshow do leilão de venda assistida do aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, é…

3 horas ago