Iniciativa alia capacitação, renda e experiência prática para ampliar oportunidades e promover inclusão produtiva em Sergipe
A certificação de novas turmas do Programa Primeiro Emprego (PPE) simboliza mais do que a conclusão de uma etapa formativa: representa a consolidação de uma política pública voltada à inclusão produtiva da juventude e ao fortalecimento do desenvolvimento socioeconômico de Sergipe.
Desenvolvido pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado do Trabalho, Emprego e Empreendedorismo de Sergipe (Seteem), o programa, desde a criação, já ofertou 1.890 vagas de qualificação profissional a jovens de 18 a 29 anos que nunca tiveram vínculo formal de trabalho. No fim de fevereiro deste ano, 230 participantes concluíram a formação e receberam certificação, após seis meses de atividades teóricas e práticas em empresas parceiras.
Os cursos contemplam áreas com demanda no comércio e no setor de serviços, como garçom, recepcionista, cumim, repositor, operador de caixa e atendente de loja. Durante o período, os jovens recebem bolsa mensal entre R$ 500 e R$ 750, auxílio que contribui para a permanência na capacitação.
Os resultados reforçam o impacto direto na empregabilidade: ao menos 30% dos concluintes são contratados pelas próprias empresas onde realizaram a etapa prática, ampliando o acesso ao primeiro emprego formal e descentralizando oportunidades.
Entre os jovens que transformaram a formação em oportunidade concreta, Davi Ribeiro, de 20 anos, morador da Cidade Nova, em Aracaju, destaca que o programa foi decisivo para sua inserção profissional.
“Foi uma oportunidade muito grande de conhecimento e de avanço, porque quando a gente não tem experiência, as empresas não querem investir”. Ele, que concluiu o curso de garçom e conseguiu emprego antes mesmo do término da capacitação, reforça a importância da experiência no currículo.
“Pelo Primeiro Emprego a gente já consegue ter algo de fato no currículo e, quando as empresas veem que a gente tem experiência, chamam.”
Para Daiane Batista, 24 anos, de Laranjeiras, a conquista do primeiro emprego representa a realização de um sonho.
“É muito gratificante ver minha carteira assinada pela primeira vez e estar vivendo essa oportunidade incrível”.
Formada no curso de recepcionista, ela foi contratada como assistente administrativa em uma empresa de medicina ocupacional na capital, Aracaju, e ressalta o impacto direto da oportunidade na renda familiar.
“Moro com minha avó e, no momento, ela está sem ter uma renda fixa. Agora posso ajudá-la, pagar o aluguel e colocar comida dentro de casa”, conta.
A estudante universitária Marina Linhares, 19 anos, do bairro Ponto Novo, em Aracaju, enfatiza que a experiência proporcionou autonomia e amadurecimento.
“O programa me deu liberdade, mais responsabilidade e uma base de como devo me portar no trabalho”. Cursando Biblioteconomia na Universidade Federal de Sergipe, ela foi efetivada em uma clínica de saúde poucos meses após iniciar a capacitação. Para a jovem, o programa é um diferencial para a juventude sergipana. “O Primeiro Emprego traz oportunidade aos jovens para trabalhar, ter seu dinheiro e liberdade”, resume.
Thiago Santos, 18 anos, do Siqueira Campos, ressalta que a iniciativa representou sua primeira vivência profissional e a chance de contribuir com as despesas familiares. “O programa me ajudou a ter uma oportunidade de emprego e, agora, consigo ter minhas coisas e ajudar em casa. Com a bolsa que recebo, consigo ajudar minha mãe nas compras e ainda guardar um pouco para mim”, revela o jovem que recebeu a certificação como cumim.
Morador do conjunto Albano Franco, em Nossa Senhora do Socorro, Erik Lima, 19 anos, também associa o programa ao ponto de partida de sua trajetória profissional.
“Se não fosse esse curso, talvez eu ainda estivesse entregando currículo”, declara o jovem que iniciou sua vida profissional como repositor e foi efetivado como atendente de loja.
A perspectiva das empresas parceiras reforça o caráter estratégico da iniciativa. Gerente do setor de uma empresa atacadista e varejista em Aracaju, Ezequiel Pereira, 23 anos, avalia que a parceria contribui para suprir a demanda do mercado por mão de obra qualificada.
“Os jovens já chegam preparados e muitos acabam sendo absorvidos pela empresa. Além de preparar para o mercado, o programa forma pessoas mais maduras e com objetivos”, evidencia, ao enfatizar também a importância social do programa.
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