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Prisão de Nicolás Maduro cancela centenas de voos

A imposição de restrições emergenciais ao espaço aéreo na região do Caribe e da Venezuela levou companhias aéreas dos Estados Unidos a cancelarem centenas de voos neste sábado (3), após ações militares norte-americanas em território venezuelano e a captura de Nicolás Maduro.

As medidas, determinadas pela agência federal de aviação civil dos EUA (FAA), interromperam operações comerciais para Porto Rico e diversos destinos caribenhos, além de provocar impactos em cadeias de conexão regionais e internacionais.

Cancelamentos em larga escala nos EUA e no Caribe

De acordo com o portal Open Jaw, as restrições foram implementadas em pouco tempo, obrigando o cancelamento ou o redirecionamento voos com pouca antecedência. Os efeitos imediatos incluíram a suspensão de serviços para San Juan, em Porto Rico, e interrupções em ligações com Aruba, República Dominicana e outros destinos no Caribe.

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Até o início da tarde, mais de setecentos voos com origem ou destino nos Estados Unidos haviam sido cancelados, segundo dados citados pelo Washington Post. O aeroporto internacional de San Juan registrou mais de trezentos cancelamentos, cerca de metade de sua programação diária. No aeroporto JFK, em Nova York, foram mais de 125 voos suspensos.

A JetBlue reportou o cancelamento de mais de duzentos voos, enquanto outras companhias adotaram políticas de remarcação e isenção de taxas para passageiros afetados.

Notam emergencial e proibição de sobrevoos

American Airlines, Delta Air Lines e Southwest Airlines disseram que estão cumprindo o Notam emergencial emitido pela FAA, que proíbe companhias aéreas dos Estados Unidos de operarem em áreas próximas à Venezuela, Porto Rico e outras partes do Caribe.

A agência norte-americana disse que a medida foi adotada “devido a riscos à segurança de voo associados a atividades militares em andamento”, vedando operações comerciais em todos os níveis de voo no espaço aéreo venezuelano.

Na prática, a decisão interrompe qualquer serviço comercial dos EUA para Caracas, e obriga voos de ligação entre a América do Norte e o Sul a contornar a região, utilizando principalmente o espaço aéreo colombiano e de países vizinhos.

Alerta da EASA amplia impacto internacional

A agência europeia de aviação civil (EASA) também emitiu um boletim de segurança recomendando que operadores evitem integralmente o espaço aéreo da Venezuela, abrangido pela Região de Informação de Voo (FIR) de Maiquetía.

Segundo a EASA, companhias “não devem operar em nenhuma altitude dentro da FIR Maiquetía”, em razão do elevado risco decorrente da presença de sistemas de armas, meios de defesa aérea e respostas estatais imprevisíveis.

A possível utilização de uma ampla gama de armamentos e sistemas de defesa aérea cria um alto risco para voos civis em todos os níveis de voo”, dissea agência em comunicado.

O órgão europeu acrescentou que o risco de erro de identificação ou de cálculo envolvendo aeronaves civis é considerado “alto” dentro da FIR venezuelana e alertou para possíveis efeitos colaterais em espaços aéreos vizinhos. O aviso permanece válido, pelo menos, até a próxima sexta-feira (9).

Escalada de restrições após alertas prévios

As medidas atuais representam um agravamento de alertas já existentes. Em novembro, a FAA havia classificado o espaço aéreo venezuelano como área de risco elevado, citando aumento da atividade militar, interferências em sinais de GPS e deterioração das condições de segurança.

Na ocasião, operadores dos EUA passaram a ser obrigados a notificar com 72 horas de antecedência qualquer intenção de ingressar no céu do pais sul-americano.

Autoridades europeias e países como Espanha e Portugal adotaram recomendações semelhantes, levando várias companhias internacionais a suspender voos para Caracas ou a desviar rotas de sobrevoo.

Impactos na conectividade regional

Com a proibição total imposta aos operadores norte-americanos, a conectividade aérea da Venezuela passa a depender de um número cada vez menor de companhias estrangeiras que ainda mantêm operações para Caracas e outras cidades do país. Muitas delas já reavaliavam suas malhas após os alertas emitidos no fim de 2025.





Fonte

Redação

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