As ações da PRIO (PRIO3) operam com forte valorização, após a petrolífera anunciar a que abertura do primeiro poço produtor do campo de Wahoo, na Bacia de Campos. Por volta do 12h (horário de Brasília), os papéis da companhia subiam 3,88%, cotados a R$ 68,59.
O Goldman Sachs avalia o anúncio como positivo, embora já esperado, uma vez que a PRIO já havia sinalizado recentemente a possibilidade de início da produção de Wahoo no curto prazo, de modo que o anúncio não deve surpreender os investidores. Ainda assim, o Goldman Sachs considera o evento um marco relevante para a companhia, especialmente após meses de atraso no primeiro óleo, em meio a entraves no processo de licenciamento nos últimos anos.
Na avaliação do banco, o projeto de tieback deve permitir uma forte geração de caixa, que pode ser revertida aos acionistas por meio de dividendos relevantes e recompras de ações. Como referência, o banco estima que a companhia negocie com um yield de fluxo de caixa livre (FCFy) de cerca de 22% em 2027, assumindo preço médio do Brent em US$ 70 por barril.
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O Goldman Sachs manteve recomendação de compra para a PRIO, com preço-alvo de R$ 58,45, sustentada por uma avaliação considerada atrativa, aliada a um sólido crescimento orgânico da produção e a um histórico consistente de geração de valor por meio de aquisições.
Embora a produção do primeiro óleo ainda seja preliminar em termos de avaliação completa do comportamento do reservatório de Wahoo, o Itaú BBA avalia que o evento representa um marco significativo para a tese de investimento da PRIO.
“Mais do que o início da produção em si, o projeto representa uma validação da capacidade de execução da empresa, abordando uma preocupação fundamental levantada desde o anúncio de Wahoo em 2021 sobre a capacidade da PRIO de realizar uma interligação de poços de alta complexidade (a mais longa interligação do Brasil)”, comenta BBA.
Além da execução, como a segunda interligação da empresa, ela contribui para uma base de ativos estruturalmente mais eficiente, permitindo o retorno a custos de produção de um dígito e a extensão da vida útil do campo por meio da diluição de custos fixos em uma única plataforma. Na opinião do BBA, essa dinâmica também credencia a PRIO como uma consolidadora natural e uma forte candidata para liderar o redesenvolvimento em andamento da Bacia de Campos.
O Itaú BBA avalia que ainda é cedo para determinar o nível de produção sustentável do primeiro poço, uma vez que ele segue em fase de estabilização. Ainda assim, a PRIO projeta que os dois primeiros poços produzam, juntos, cerca de 20 mil barris por dia, com os dois poços subsequentes adicionando outros 20 mil barris diários, elevando a produção total para aproximadamente 40 mil barris por dia até maio.
Segundo o banco, a produção individual de cada poço pode variar em função das características do reservatório. Entre os dois primeiros, um está localizado em uma área com maior espessura líquida de gás e, por isso, tende a apresentar produção superior. Dinâmica semelhante deve ocorrer com os dois poços seguintes.
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