A PrimeXP aponta crescimento das viagens de incentivo no ambiente corporativo, que passaram a integrar ações voltadas à gestão de pessoas e resultados. De acordo com dados do Incentive Travel Index, cresce a preferência por experiências como forma de reconhecimento, em detrimento de recompensas financeiras ou materiais.
O levantamento aponta que 80% dos colaboradores consideram viagens e experiências como a forma mais relevante de reconhecimento. Em contrapartida, 20% ainda optam por incentivos como dinheiro ou bens físicos. O estudo também indica que experiências podem aumentar em até 35% a retenção de lembrança da marca. Além disso, 96% dos entrevistados afirmam se sentir mais motivados quando esse tipo de incentivo é adotado pelas empresas.
Os impactos das viagens de incentivo não se limitam à percepção dos colaboradores. Segundo o estudo, empresas que investem em programas estruturados desse tipo têm até três vezes mais chances de superar metas de vendas. O levantamento também associa esses programas a ganhos em retenção de talentos, engajamento e colaboração entre equipes.
Para o mercado, os dados da Prime XP refletem uma mudança na forma como o reconhecimento é estruturado dentro das organizações. A adoção de experiências como ferramenta de incentivo indica uma transição de modelos baseados em recompensas diretas para abordagens que buscam fortalecer o vínculo entre colaborador e empresa.
“As empresas estão percebendo que experiências geram conexão emocional, algo que dificilmente é alcançado com incentivos tradicionais. Isso impacta diretamente o engajamento e a forma como o colaborador se relaciona com a corporação”, afirma Cleiton Feijó, sócio e vice-presidente da PrimeXP.
A PrimeXP atua no desenvolvimento de programas de incentivo com foco em experiências esportivas e eventos internacionais. Com mais de 30 anos de atuação, a companhia estrutura roteiros personalizados em diferentes destinos e eventos. Entre os produtos oferecidos estão experiências em competições como a Fórmula 1, por meio de parceria com a F1 Experiences para a América Latina. O portfólio da empresa inclui ainda eventos como a Breeders’ Cup, circuitos da ATP Tour, jogos da NFL, NBA e WNBA, além de etapas do MotoGP, do FIA WEC e da Fórmula E.
Outro ponto destacado pela PrimeXP é o papel das empresas especializadas na organização desses programas
As chamadas Destination Management Companies (DMCs) ganham relevância à medida que a complexidade das viagens de incentivo aumenta. Segundo o levantamento, 51% dos compradores reconhecem a importância de contar com esse tipo de suporte.
Entre os fatores considerados estão a capacidade operacional, o conhecimento dos destinos e a gestão integrada de todas as etapas da viagem, desde o planejamento até a execução. A atuação dessas empresas inclui a curadoria de experiências, a logística e o acompanhamento das atividades.
Para Cleiton Feijó, o crescimento da demanda por viagens de incentivo está diretamente relacionado ao aumento do nível de exigência por parte das empresas. “O nível de exigência aumentou. Hoje, não se trata apenas de levar um grupo para um destino, mas de estruturar uma jornada completa, com curadoria, operação integrada e acesso a experiências alinhadas aos objetivos da empresa”, afirma.
O executivo também destaca o impacto da execução especializada nos resultados dos programas. “Quando há planejamento e execução especializados, a experiência deixa de ser pontual e passa a cumprir um papel estratégico, com reflexos em engajamento, retenção e desempenho”, acrescenta.
O movimento observado no estudo indica que as viagens de incentivo deixaram de ser ações pontuais e passaram a integrar estratégias mais amplas dentro das organizações. A combinação de experiências, planejamento e suporte especializado contribui para consolidar esse tipo de iniciativa como ferramenta de gestão.

