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Primeira semana de CEO expõe fragilidades no modelo da Disney, dis Financial Times

Primeira semana de CEO expõe fragilidades no modelo da Disney, dis Financial Times

A primeira semana de Josh D’Amaro no comando da Disney foi marcada por uma sequência de reveses em diferentes frentes do negócio, revelando pressões simultâneas sobre conteúdo, tecnologia e parcerias estratégicas, segundo o Financial Times.

Um dos episódios mais imediatos envolveu a programação da ABC. A emissora decidiu cancelar uma temporada inteira de “The Bachelorette” após a divulgação de um vídeo em que a protagonista, Taylor Frankie Paul, aparece agredindo o pai de seus filhos. A produção já havia custado cerca de US$ 60 milhões, segundo pessoas a par do assunto, e deve ser substituída por programação alternativa.

No campo tecnológico, a Disney também foi impactada pela decisão da OpenAI de encerrar o Sora, ferramenta de geração de vídeo que fazia parte de um acordo de US$ 1 bilhão anunciado poucos meses antes.

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O contrato previa o uso de personagens da companhia em conteúdos criados por usuários, mas não chegou a avançar. A empresa de IA tem redirecionado sua estratégia para soluções corporativas, em meio à concorrência com rivais como a Anthropic.

Outro ponto de pressão veio da Epic Games, parceira da Disney na construção de um ambiente digital dentro do Fortnite. A empresa anunciou a demissão de mais de mil funcionários, equivalente a cerca de 20% da equipe, citando queda no engajamento do jogo. A Disney havia investido US$ 1,5 bilhão na companhia em 2024.

Os episódios ocorreram em sequência nos primeiros dias de D’Amaro à frente da empresa, após assumir o cargo em 18 de março. O cenário expõe a dependência da Disney de plataformas externas em áreas consideradas estratégicas, como distribuição de conteúdo e desenvolvimento tecnológico.

A companhia enfrenta ainda o desafio de reposicionar ativos como a ABC, cujas audiências vêm recuando. Em 2023, o então CEO Bob Iger chegou a indicar que canais de TV poderiam deixar de ser centrais para a estratégia da empresa.

Internamente, há também questionamentos sobre a forma como a Disney tem se aproximado de novas tecnologias. Um ex-executivo ouvido pela reportagem do FT afirmou que a empresa estaria reagindo a tendências sem integrar essas iniciativas ao seu modelo de negócios principal.

Apesar das turbulências, a Disney afirma que a parceria com a Epic segue em desenvolvimento. O projeto prevê a criação de um universo interativo com personagens de franquias como Marvel, Star Wars e Pixar.

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