Cigarros eletrônicos, vapes ou pods, não podem ser vendidos, importados, armazenados, transportados ou divulgados no Brasil / Foto: Joedson Alves/ Agência Brasil
Em cumprimento às normas sanitárias vigentes, a Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal da Saúde de Aracaju e da Rede de Vigilância Sanitária (Revisa), alerta que permanece proibida em todo o Brasil a comercialização de dispositivos eletrônicos para fumar (DEFs).
Conhecidos popularmente como cigarros eletrônicos, vapes ou pods, esses produtos não podem ser vendidos, importados, armazenados, transportados ou divulgados no território nacional.
A restrição é determinada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, conforme a Resolução RDC nº 855/2024, que mantém o veto a todos os tipos de dispositivos, com ou sem nicotina, descartáveis ou recarregáveis.
A decisão se baseia em riscos comprovados à saúde, entre eles:
A gerente de cosméticos e saneantes da Revisa/SMS, Jacklene Andrade, esclarece que a proibição inclui a entrada desses produtos no país por bagagem pessoal.
“A Anvisa proibiu não só a fabricação e a comercialização, como também a importação. Esses produtos não podem entrar no Brasil nem para uso próprio”, afirmou.
Segundo a Revisa, quando os dispositivos são identificados em fiscalizações de rotina ou a partir de denúncias, o material é apreendido e a empresa responsável responde a processo administrativo sanitário.
Jacklene Andrade destaca que, além das sanções administrativas, a prática pode gerar implicações criminais, por se tratar de produto proibido por lei, incluindo possíveis enquadramentos por crime contra a saúde pública e questões tributárias.
A Anvisa chegou a realizar consulta pública para discutir a possível liberação dos dispositivos, ouvindo fabricantes, usuários e profissionais de saúde. No entanto, os estudos apresentados não comprovaram segurança para o consumo humano.
“Nenhum dos dados protocolados trouxe elementos que garantam que o produto seja seguro. Por isso, a proibição foi mantida”, ressaltou a gerente.
A Saúde de Aracaju reforça que cigarros eletrônicos, vapes, pods e vaporizadores são nomes diferentes para os mesmos dispositivos, que simulam o uso do cigarro convencional e expõem os usuários a substâncias tóxicas.
Apesar de a proibição existir desde 2009, o comércio ilegal ainda é significativo, o que exige vigilância permanente e a colaboração da população por meio de denúncias.
Com informações da PMA
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