Com o cenário da disputa pelo governo do Paraná ainda incerto, a pré-candidatura do senador Sergio Moro (União) ao posto desafia o projeto de sucessão do governador Ratinho Junior (PSD). Pressionado pela liderança do ex-juiz nas pesquisas e pela possibilidade de apoio de Flávio Bolsonaro (PL) ao adversário, Ratinho tem sinalizado que escolherá o correligionário e secretário das Cidades, Guto Silva.
Mesmo diante de uma disputa interna na federação União-PP, Moro afirma que sua candidatura é “irreversível”. O presidente do Progressistas, Ciro Nogueira, chegou a descartar o apoio ao ex-juiz. A eventual aliança com Flávio, porém, poderia fortalecer e consolidar o senador na eleição estadual. Também representaria uma nova frente de reaproximação dele com o clã Bolsonaro após o rompimento em 2020.
Caso saia do papel, a costura de Flávio com o ex-juiz terá o objetivo de montar um palanque forte no Paraná contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o próprio Ratinho, que é cotado para disputar o Planalto — o PSD tem ainda como pré-candidatos Ronaldo Caiado (GO) e Eduardo Leite (RS). Procurado, Moro não quis se manifestar.
No PSD, o nome do secretário das Cidades é visto como pouco competitivo. Silva aposta na proximidade com Ratinho e na intensificação de agendas para decolar:
— Temos um alinhamento de projeto, o que me coloca em vantagem para defender a continuidade dele. Há um sentimento de confiança da população no Ratinho. Tenho intensificado as agendas políticas para me fazer conhecido e confio que temos terreno para crescer.
Outros nomes na sigla
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À disposição de Ratinho no PSD, estão ainda o presidente da Assembleia Legislativa, Alexandre Curi, e o ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca, ambos mais bem posicionados nas pesquisas de intenção de voto do que o secretário. Para concorrer nas eleições deste ano, o governador precisará se desincompatibilizar do cargo, e o estado terá o vice Darci Piana (PSD) — que não é cogitado como candidato à sucessão pela legenda — na cadeira até o início do próximo mandato.
Tanto Curi quanto Greca foram cortejados por siglas do Centrão para candidaturas ao governo, inclusive com a possibilidade estarem juntos, um como cabeça de chapa e o outro como vice. Aliados ouvidos afirmam que a estratégia seria uma tentativa de contar com o apoio de Ratinho em um eventual segundo turno contra Moro. No momento, o provável destino de Curi é o Republicanos.
Líder do PP no Paraná, o deputado federal Ricardo Barros admite o interesse da sigla em filiar Greca e diz que a legenda mantém resistência a Moro:
— A decisão da executiva do PP é que não apoiaremos Moro, um quadro que o senador não parece estar empenhado em reverter. Há a possibilidade de filiarmos o Greca para ser candidato ao governo ou podemos apoiar tanto um nome apoiado por Ratinho quanto um quadro que já seja da nossa sigla. Moro não buscou agregar o PP, nem apresentou um plano de governo. Não o vemos como uma boa opção.
Já Greca afirma que a escolha não foi tomada por Ratinho e que o governador “ainda fala em três nomes” para concorrer. O ex-prefeito defende a continuidade do projeto do PSD no Paraná como forma de romper a polarização e diz que vai esperar a decisão para definir seu futuro político:
— Prefiro ser maltratado a trair um aliado. Caso não seja eu o escolhido, penso amanhã no meu futuro. Teremos que ver no PSD quem estará melhor nas pesquisas no meio de abril. O governador também escolherá um nome que agrade a base do governo.
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