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Portugal vai às urnas em eleição que pode levar a 2º turno inédito em 40 anos

A eleição presidencial marcada para este domingo (18) em Portugal deve levar a um segundo turno pela primeira vez em 40 anos, em um cenário de forte fragmentação política e disputa acirrada entre os principais candidatos. Levantamentos divulgados nos últimos dias indicam que nenhum concorrente deve alcançar maioria absoluta na primeira rodada da votação.

Pesquisa realizada pela Universidade Católica e publicada pelo jornal Público na quarta-feira (14) mostra o líder do partido de ultradireita Chega, André Ventura, com 24% das intenções de voto. Em seguida aparece o ex-secretário-geral do Partido Socialista António José Seguro, com 23%. João Cotrim de Figueiredo, da Iniciativa Liberal, vem logo atrás, dentro da margem de erro de 2,2%.

Outros candidatos também permanecem competitivos. Luís Marques Mendes, apoiado pelo Partido Social Democrata, e Henrique Gouveia e Melo, ex-coordenador da campanha de vacinação contra a covid-19, aparecem com cerca de 14% cada, segundo diferentes levantamentos divulgados nos últimos dias.

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Caso se confirme, o segundo turno está previsto para 8 de fevereiro. A última vez que Portugal teve uma eleição presidencial decidida em duas voltas foi ainda no período pós-ditadura, o que reforça o impacto da atual fragmentação partidária e do desgaste dos partidos tradicionais.

Apesar de liderar as pesquisas, Ventura enfrenta elevada rejeição. Segundo os dados citados pela Reuters, mais de 60% dos eleitores afirmam que não votariam no candidato do Chega em um eventual segundo turno, o que indicaria dificuldades contra qualquer um dos principais adversários.

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Fundado em 2019, o Chega ampliou sua presença política nos últimos anos com um discurso crítico às elites políticas e defesa de políticas mais duras nas áreas de segurança e imigração. Nas eleições legislativas de 2025, o partido conquistou 60 cadeiras no Parlamento, tornando-se a segunda maior força política do país.

O cargo de presidente em Portugal é eleito por voto direto, mas o país adota um regime semipresidencialista, no qual o governo é chefiado pelo primeiro-ministro. Ainda assim, o chefe de Estado tem poderes relevantes, como vetar leis, dissolver o Parlamento e convocar eleições antecipadas, o que amplia o peso político do resultado do pleito.

Cerca de 11 milhões de eleitores, residentes em Portugal e no exterior, estão aptos a votar. O vencedor sucederá Marcelo Rebelo de Sousa, que deixa o cargo após dois mandatos consecutivos.

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