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Por que o turismo de luxo deixou a ostentação e abraçou o wellness?

Por que o turismo de luxo deixou a ostentação e abraçou o wellness?

Kenepa Grandi é uma das mais famosas de Curaçao (Felipe Abílio/MeE)

O luxo no turismo está passando por uma redefinição silenciosa, porém profunda. Para 2026, viajar bem deixou de significar apenas hospedagens exclusivas ou serviços personalizados e passou a estar diretamente ligado ao bem-estar, ao tempo de qualidade e à reconexão. As viagens de wellness se consolidam como um dos principais vetores do turismo de alto padrão, refletindo uma mudança clara no comportamento do novo consumidor.

Segundo Ana Paula Pappa, especialista em marketing para turismo de luxo e fundadora da Eleganza Comunica, essa transformação vai além de uma tendência estética ou passageira. “O viajante de alto padrão não busca apenas conforto ou exclusividade. Ele quer experiências que gerem impacto real na saúde física, emocional e mental. O bem-estar deixou de ser um complemento e passou a ocupar o centro da experiência”, afirma.

Retiros imersivos em meio à natureza, jornadas de autocuidado, experiências sensoriais, práticas de reconexão e roteiros desenhados sob medida ganham espaço justamente por atenderem a um novo desejo: viajar para se transformar. Nesse cenário, o valor da experiência supera o da ostentação, e o luxo se expressa de forma mais discreta, íntima e significativa.

Essa mudança também reposiciona a forma como o setor se comunica. Para Ana Paula, a comunicação deixou de ser apenas informativa e passou a ser parte essencial da experiência. “No turismo de luxo, tudo comunica. O tom de voz, as imagens, a narrativa e a coerência estética precisam traduzir o que aquela vivência representa. Não se trata de vender serviços, mas de despertar sensações, propósito e significado”, explica.

O impacto é direto no branding das marcas. A estética se torna mais limpa, o discurso mais humano e a narrativa mais focada em vivências do que em atributos técnicos. “O luxo contemporâneo é mais verdadeiro, mais emocional e menos barulhento. Marcas que não acompanham essa mudança correm o risco de perder relevância, mesmo oferecendo produtos de altíssimo nível”, completa.

Ao olhar para 2026, falar sobre wellness no turismo é falar sobre comportamento, percepção de valor e conexão emocional. Mais do que um diferencial competitivo, as experiências de bem-estar passam a ser uma expectativa básica do consumidor de alto padrão, redefinindo o que significa, afinal, viajar com luxo.

Por que o turismo de luxo deixou a ostentação e abraçou o wellness?
Ana Paula Pappa explica por que o luxo é, antes de tudo, uma experiência (Divulgação)



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