O cantor porto-riquenho Bad Bunny será a atração do show do intervalo do Super Bowl deste domingo (8), consolidando sua chegada ao maior palco da cultura pop nos Estados Unidos. A participação ocorre após uma trajetória de forte expansão internacional e em meio a reações políticas que extrapolam o campo musical.
Bad Bunny, nome artístico de Benito Antonio Martínez Ocasio, tornou-se um dos artistas mais ouvidos do mundo nos últimos anos, com sucessivos recordes de streaming e turnês esgotadas. Em 2023, foi o primeiro cantor de língua espanhola a liderar o festival Coachella e, recentemente, venceu o Grammy de álbum do ano com Debí Tirar Más Fotos. Agora, ele se torna também o primeiro artista a cantar majoritariamente em espanhol no intervalo do Super Bowl.
A NFL anunciou o cantor como parte de sua estratégia de ampliar o alcance global do evento e dialogar com públicos mais jovens e com a comunidade latina, que soma cerca de 55 milhões de falantes de espanhol nos EUA. Do ponto de vista comercial, a escolha reflete o peso do artista no mercado musical e a crescente relevância desse público para patrocinadores e audiência.
A confirmação, no entanto, provocou críticas de aliados do presidente Donald Trump. Integrantes do governo classificaram a escolha como inadequada e associaram o artista a posições políticas contrárias à atual política migratória.
A secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, afirmou que o serviço de imigração estará em operação reforçada durante o evento. Já grupos conservadores anunciaram um “show alternativo” em resposta à apresentação.
Bad Bunny é cidadão americano, condição compartilhada por todos os porto-riquenhos, mas costuma abordar em suas músicas temas ligados à situação política e econômica de Porto Rico, como apagões, turismo predatório e gentrificação.
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Essas referências, presentes em parte de sua discografia, ganharam destaque após o anúncio do Super Bowl, embora o artista tenha prometido apenas uma “grande festa” no palco.
O histórico do intervalo do Super Bowl inclui apresentações que também geraram controvérsia ao longo dos anos, envolvendo questões raciais, de gênero e linguagem. Desde que a NFL passou a apostar em artistas ligados ao hip-hop e à música latina, o evento ampliou sua audiência global, mas passou a conviver com reações negativas de setores mais conservadores.
Independentemente da repercussão política, a expectativa da liga é de forte audiência e engajamento internacional. Para a NFL, a presença de Bad Bunny representa uma aposta em alcance global e relevância cultural. Para o público, o show marca um momento inédito do evento, com a música em espanhol ocupando, pela primeira vez, o centro do espetáculo mais assistido da televisão americana.
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