O mercado global de energia entrou em estado de alerta máximo após a paralisação quase total do tráfego no Estreito de Ormuz, principal rota de escoamento de petróleo do mundo, em meio à escalada do conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel. Relatório do JPMorgan classifica o episódio como uma ruptura de cenário considerada improvável até então e estima que, caso o bloqueio persista por mais de três semanas, o Brent pode avançar para a faixa entre US$ 100 e US$ 120 por barril.
Embora não tenham ocorrido ataques diretos à hidrovia, o simples risco de guerra levou seguradoras a reverem coberturas, o que resultou na suspensão imediata de operações por grandes armadores globais. O fluxo de exportações pelo estreito despencou de cerca de 16 milhões para 4 milhões de barris por dia, gerando um choque logístico relevante. Como as rotas alternativas têm capacidade limitada, parte significativa da produção do Golfo pode ficar sem escoamento, forçando cortes na oferta caso a crise se prolongue.
Segundo o banco, a única ferramenta capaz de mitigar o impacto no curto prazo seria uma liberação coordenada de reservas estratégicas pelos países desenvolvidos. Ainda assim, a eficácia dependerá da duração do conflito e da capacidade diplomática de restabelecer um corredor seguro para o transporte marítimo. Apesar de manter suas projeções formais, o JPMorgan alerta que o mercado opera em território altamente sensível, com risco elevado de novos desdobramentos nas próximas semanas.
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Saiba mais:
O Petróleo iniciou a semana com forte alta no gráfico semanal, acumulando valorização de 29% em 2026 e sendo negociado a US$ 79,82. Tecnicamente, o ativo rompeu o canal de baixa que predominava no médio/longo prazo e passou a operar acima das médias de 9 e 21 períodos, ambas inclinadas para cima, sinalizando mudança estrutural e fortalecimento do fluxo comprador. Esse rompimento altera o viés técnico e coloca o ativo novamente em cenário construtivo.
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Apesar da melhora da estrutura, o movimento já se mostra esticado, com afastamento relevante das médias e IFR (14) em 71,58, em região de sobrecompra, o que aumenta a probabilidade de pullback antes de novas altas. A faixa de suporte em US$ 75,75 / US$ 73,54 torna-se decisiva — enquanto respeitada, eventuais recuos tendem a ser movimentos corretivos dentro da nova tendência. A perda dessa região pode ampliar a correção em direção a US$ 65,19.
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Para dar continuidade ao fluxo de alta, o petróleo precisa superar US$ 82,58 e, na sequência, US$ 87,92. Acima desses níveis, os alvos projetados passam por US$ 92,14, US$ 95,91, US$ 100 e US$ 109.
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(Rodrigo Paz é analista técnico)
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