O conselho de administração da Petrobras (PETR3; PETR4) aprovou nesta quinta-feira investimentos de US$ 109 bilhões para o período entre 2026 e 2030.
O valor é 1,8% menor que o proposto no ano passado e a petroleira justificou a redução por cenários de preços mais baixos de petróleo. Segundo a Reuters, o projeto teria sido aprovado por unanimidade no conselho.
“Aprovado, e passou (no conselho) com louvor em US$109 bilhões… todos debateram, conselho engajado, e tínhamos um alinhamento com comitês e conselhos”, disse a fonte à Reuters, na condição de anonimato.
A redução já era esperada, como antecipado pela Bloomberg.
No documento divulgado pela petroleira, US$ 91 bilhões ficaram para projetos da Carteira de Implantação e US$ 18 bilhões na Carteira em Avaliação. A Carteira de Implantação também foi dividida em duas classificações: “base” (US$ 81 bilhões), correspondente a projetos cujo orçamento foi aprovado no Plano; e “alvo” (US$ 10 bilhões), correspondente a projetos que dependem de análise de “financiabilidade”.
“Além da maior eficiência na alocação do Capex, estão previstas medidas para otimizar custos, com economia estimada de US$ 12 bilhões nos gastos operacionais gerenciáveis entre 2025 e 2030, o que representa uma redução média anual de 8,5% em relação ao Plano anterior”, diz o comunicado da Petrobras.
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A petroleira afirmou que entre as iniciativas estão a redução de gastos em plataformas sem produção, otimização da logística aérea e marítima, otimização das intervenções em poços e inspeções submarinas, aproveitamento de frete de retorno, postergação de serviços não prioritários de rotina e conservação.
Na distribuição do investimento, a expectativa é de aplicação de US$ 19,4 bilhões em 2026, US$ 21 bilhões em 2027, US$ 20,5 bilhões em 2028, US$ 16,1 bilhões em 2029 e US$ 14,3 bilhões em 2030.
Para 2026, o investimento de caixa ficará em US$ 16,9 bilhões, com produção de 2,5 milhões de barris por dia (bpd) para 2026. A produção deve crescer para 2,7 milhões boed em 2028 e ficar em 2,6 milhões boed em 2029 e 2030.
“Para enfrentar os desafios de reposição de reservas, o PN 2026-30 direciona US$ 7,1 bilhões para atividades exploratórias no quinquênio, com destaque para as bacias do Sul e Sudeste, Margem Equatorial e ativos exploratórios em outros países como Colômbia, São Tomé e Príncipe e África do Sul”, afirma a companhia.
A companhia cita a permanência do óleo e gás como principal prioridade e sustenta que a “dupla resiliência” da estratégia, com baixo custo e baixa emissão, é fundamental para que a Petrobras concilie a liderança em transição energética.
Do valor proposto para o orçamento, US$ 78 bilhões serão dedicados para Exploração e Produção. Desse valor, US$ 69,2 bilhões são destinados a projetos da Carteira em Implantação Alvo em E&P, no quinquênio. 62% correspondem ao Pré-Sal, 24% em campos do Pós-Sal, 10% em Exploração e 4% relacionados a outros segmentos, como Terras, Águas Rasas e projetos no exterior e de descabornização.
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A companhia ainda prevê uma média do Custo Total do Petróleo Produzido (CTPP) – que inclui custo de extração (abaixo de US$ 6/barril), participações governamentais e depreciação e depleção – de US$ 30,4/boe no quinquênio 2026 a 2030, considerando participações governamentais de acordo com o Brent médio estimado como premissa do planejamento, o que representa uma redução de cerca de US$ 6/barril em relação à estimativa de CTPP do Plano anterior.
O Plano destina, ainda, US$ 20 bilhões para iniciativas de Refino, Transporte, Comercialização, Petroquímica e Fertilizantes (RTC). No Refino, o foco será a produção de combustíveis de alta qualidade e baixo carbono, com expansão e adequação do parque de refino. A Petrobras cita projeção de aumento de produção de diesel de 40 para 45%.
Para gás e energias de baixo carbono, serão dedicados US$ 9 bilhões.
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“Considerando todas as iniciativas de baixo carbono (escopos 1, 2 e 3), o investimento em transição energética alcança US$ 13 bilhões, englobando projetos em Energias de Baixo Carbono, bioprodutos, ações para descarbonização das operações e Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) presentes em todos os segmentos. Esse montante representa 12% do investimento Total e 8% do investimento em Implantação”, cita a Petrobras.
(com Reuters)
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