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Pela terceira vez em 2026, greve na Lufthansa pode afetar voos para o Brasil

Greve de comissários da Lufthansa provoca cancelamentos de voos nos aeroportos de Frankfurt e Munique, onde há voos diretos para o Brasil

Uma greve de advertência convocada por um sindicato de comissários de bordo alemão deve afetar novamente as operações da Lufthansa pela terceira vez somente este ano.

O movimento irá acontecer entre às 19h desta quinta-feira (9) e às 17h de sexta-feira (10), pelo horário de Brasília, atingindo todas as partidas da companhia a partir dos aeroportos de Frankfurt e Munique, com expectativa de cancelamentos e atrasos em toda a malha aérea, afetando, inclusive, voos para o Brasil.

A mobilização sindical inclui também tripulantes da subsidiária Lufthansa CityLine em outros nove aeroportos alemães. Outras companhias do grupo, como Austrian Airlines, Swiss, Brussels Airlines e Eurowings, manterão suas operações regulares, embora possam absorver parte da demanda.

Impacto operacional

A Lufthansa prevê “inúmeros cancelamentos” ao longo do dia, além de atrasos em serviços mantidos. A companhia já revisa sua programação e implementou um plano especial de voos.

O impacto tende a se estender além do período da greve, com efeitos logísticos decorrentes do reposicionamento de aeronaves e tripulações. Passageiros afetados serão notificados automaticamente, mas interrupções podem persistir durante o fim de semana.

Contexto

A decisão pela greve foi aprovada com ampla maioria pelos comissários: 94% de apoio na Lufthansa e 99% na Lufthansa CityLine. Segundo o sindicato, as negociações para um novo acordo coletivo fracassaram.

Entre as principais demandas estão reajustes salariais, melhoria das condições de trabalho e escalas mais equilibradas. No caso da CityLine, os trabalhadores também reivindicam um plano social estruturado, diante da previsão de encerramento gradual das operações da subsidiária, o que pode afetar cerca de oitocentos empregos.

A Lufthansa classificou a paralisação como desproporcional e pediu a retomada do diálogo. Segundo Michael Niggemann, membro do conselho da companhia aérea para recursos humanos e assuntos jurídicos, a empresa apresentou propostas “concretas e transparentes” no âmbito do acordo coletivo, mas alegou falta de avanço nas negociações por parte do sindicato.

Histórico

A companhia aérea enfrentou outros dois movimentos grevistas este ano. Em 12 de fevereiro, pilotos e comissários pararam por 24 horas por melhorias nas contribuições patronais para aposentadorias ocupacionais e em protesto contra o fim da Lufthansa Cityline, respectivamente.

Um mês depois, pilotos fizeram uma greve de dois dias, após o fracasso das negociações entre o sindicato da categoria e a Lufthansa, referentes ao movimento anterior. 





Fonte

Redação

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