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Países reagem com cautela ao apelo de Trump para proteger o estreito de Ormuz

O pedido feito ontem pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que China, França, Japão, Coreia do Sul, Reino Unido e outras nações enviem navios de guerra para manter o estreito de Ormuz “aberto e seguro” não obteve resultados neste domingo, enquanto os preços do petróleo continuam subindo devido à guerra com o Irã.

“Estamos analisando intensamente com nossos aliados o que pode ser feito, porque é muito importante que consigamos reabrir o estreito”, disse o secretário de Energia do Reino Unido, Ed Miliband, à Sky News, acrescentando que colocar um fim ao conflito é a forma “melhor e mais segura” de fazê-lo.

O Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul disse que “tomou nota” da demanda de Trump e que “coordenará estreitamente e revisará cuidadosamente” a situação com os Estados Unidos.

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Há muitas expectativas de que o líder dos EUA reforce o apelo ao Japão pessoalmente nesta quinta-feira, quando irá se encontrar com a primeira-ministra Sanae Takaichi na Casa Branca.

Um porta-voz da embaixada da China nos Estados Unidos, Liu Pengyu, apontou que “todas as partes têm a responsabilidade de garantir um fornecimento de energia estável e sem obstáculos” e que a China “fortalecerá a comunicação com as partes pertinentes” para desescalar o conflito.

A França disse anteriormente que está trabalhando com países – o presidente Emmanuel Macron mencionou parceiros na Europa, Índia e Ásia – em uma possível missão internacional para escoltar navios através do estreito, mas sublinhou que o plano seria implementado quando “as circunstâncias permitirem”, quando os combates tiverem diminuído.

O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, afirmou à NBC que tem estado “em diálogo” com alguns dos países e esperava que a China fosse “um parceiro construtivo” para reabrir o estreito, por onde normalmente passa um quinto das exportações mundiais de petróleo.

O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, declarou hoje que o estreito está aberto para todos, exceto para os Estados Unidos e seus aliados.



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Redação

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