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Ouro e prata disparam: descubra se é hora de colocar seu dinheiro neles

Ouro e prata disparam: descubra se é hora de colocar seu dinheiro neles

Ouro e prata voltaram a dominar o debate no mercado financeiro, impulsionados por um cenário global marcado por incertezas políticas, volatilidade cambial e ciclos monetários menos previsíveis. Investidores observam a performance recente dos metais e questionam se este é o momento certo para aumentar a exposição em suas carteiras.

“O ouro e a prata têm espaço estrutural dentro da carteira, funcionando como ativos anticíclicos e com baixa correlação com outros ativos do mercado. Essa característica protege o portfólio em diferentes cenários”, analisou Rodrigo Sgavioli, head de alocação da XP, durante participação no programa Espresso Outliers, apresentado por Clara Sodré, analista de fundos da XP.

Ela recebeu Danilo Gabriel, gestor da XP Asset, além de Sgavioli, para detalhar como os metais preciosos se inserem em estratégias de alocação, tanto táticas quanto estruturais.

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“Neste momento, poucos temas estão tão presentes nos noticiários quanto os metais preciosos. O mundo hoje convive com incerteza geopolítica, ciclos monetários menos previsíveis e maior volatilidade cambial. Em ambientes assim, os investidores buscam não apenas retorno, eles buscam proteção”, explicou a apresentadora.

Para Gabriel, da XP Asset, os ativos reais desempenham papel fundamental em carteiras diversificadas. “A alocação temática em metais preciosos permite que o investidor tenha acesso a grandes temas globais. Fundos indexados a ouro ou prata capturam o ganho desses ativos sem exigir grandes operações de custódia, oferecendo proteção e diversificação estratégica”, disse ele.

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Metais preciosos em alta

Dados apresentados no programa mostram que, mesmo após correções recentes, o ouro opera próximo a níveis historicamente elevados, enquanto a prata apresenta movimentos ainda mais intensos. Segundo a XP, a busca por ativos reais está ligada a fatores estruturais, como a deterioração do valor das moedas globais, fenômeno conhecido no mercado como Basement Trade.

“Todo esse movimento mundial está relacionado à expansão fiscal das grandes economias, mais endividadas, à fragmentação geopolítica e à busca dos investidores por ativos reais”, destacou Clara, comentando relatório do time de Research da XP que mostra a correlação entre a alta do ouro e a queda do dólar.

Na sequência, a discussão avançou para o papel desses ativos na construção de carteira. Clara reforçou que, apesar de toda a história milenar do ouro e da prata, os metais continuam atuais para alocação estratégica.

“O ponto central não é olhar para esses ativos como algo de curto prazo, mas sim como proteção estratégica que atravessa diferentes ciclos.”

— pontuou Clara Sodré

Ela também abordou a questão cambial, lembrando que ouro e prata são precificados em dólar, o que torna relevante decidir se a exposição será dolarizada ou não. “Não precisa envolver custódia complexa, compra ativa, mas é fundamental entender como lidar com a exposição cambial dentro da tese de metais preciosos”, reforçou.

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Alocação e diversificação na prática

Sgavioli detalhou quando faz sentido aumentar ou reduzir a exposição aos metais preciosos. “Essa é uma decisão que envolve tanto a função de diversificação no portfólio quanto o cenário macro. O ouro e a prata oferecem proteção estrutural, independentemente de movimentos de curto prazo”, explicou.

Para Gabriel, a utilização de fundos indexados facilita o acesso aos metais. Ele destacou a diferença entre estratégias com e sem proteção cambial.

“A versão em dólar carrega duas fontes de risco, do metal e do câmbio, enquanto a versão sem exposição cambial apresenta trajetória mais suave. Ambas são válidas, dependendo de como você avalia sua carteira.”

— Danilo Gabriel, da XP Asset

Clara reforçou que, mesmo para pequenos investidores, a diversificação é acessível. “Na plataforma XP, é possível ter exposição a ouro e prata a partir de R$ 100, seja com ou sem proteção cambial, permitindo diversificação mesmo para quem tem capital limitado”, disse.

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Três insights para investidores

No fechamento do programa, Clara resumiu os principais aprendizados da conversa:

  1. Ouro e prata seguem sendo relevantes em um mundo incerto, com função de gestão de risco dentro da carteira.
  2. A presença desses metais deve ser pensada em alocação estrutural, não apenas visando retorno de curto prazo.
  3. A decisão sobre exposição cambial depende do perfil do investidor e da composição do portfólio.

“Se você já tem separada sua exposição dolarizada, vale olhar para essas estruturas. Se olha para uma alocação global, a visão dolarizada também pode fazer sentido”, orientou a apresentadora.

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