Fabio Mader abre o segundo dia de Convenção CVC e revela planos para o futuro (Felipe Abílio/MeE)

JOÃO PESSOA — A CVC apresentou um novo direcionamento estratégico que pretende reposicionar a empresa para os próximos anos. O plano foi detalhado pelo CEO Fabio Mader durante encontro com franqueados e executivos do setor de turismo neste sábado (07), com foco em crescimento, digitalização e fortalecimento da experiência do cliente.

Segundo o executivo, o projeto não representa uma ruptura dentro da companhia, mas sim a continuidade de um processo iniciado em 2023. “Esse é um trabalho de continuidade. É um projeto que começou lá atrás e que agora ganha novas etapas”, afirmou Mader.

O CEO lembrou que o período pós-pandemia exigiu reorganização do negócio e reconstrução de parte da estrutura da companhia. “A empresa precisava voltar a ter estabilidade, entender para onde estava indo e qual história queria contar para o mercado”, disse

Cliente no centro passa a guiar decisões da companhia

Entre os principais pontos da nova estratégia está a mudança de mentalidade dentro da empresa. Para Mader, todas as decisões devem partir da mesma pergunta: qual valor isso entrega ao cliente. “A pergunta precisa ser sempre a mesma: o que isso melhora para o cliente?”, afirmou.

A empresa quer acompanhar toda a jornada do viajante, desde o momento de inspiração até o retorno da viagem.

“O cliente começa sonhando com o destino, depois pesquisa preço, compra, se prepara para viajar, vive a experiência e depois volta para casa. Nós precisamos estar presentes em todos esses momentos”, explicou.

Para o executivo, essa visão amplia o papel da empresa dentro do setor. “Hoje o cliente nos enxerga muito como assistência. Nosso desafio é ir além disso.

Cultura de vendas volta ao centro da estratégia

Outro ponto destacado por Mader foi o resgate da cultura de vendas dentro da companhia, considerada histórica no modelo de negócios da CVC. “Somos uma empresa de distribuição. Nós não temos avião, não temos hotel. O nosso trabalho é vender viagens e cuidar do cliente”, disse.

Segundo ele, reforçar essa mentalidade é essencial para recuperar competitividade em um mercado cada vez mais disputado. “A paixão por vender faz parte do DNA da empresa.”

Transformação digital e inteligência artificial ganham espaço

A nova estratégia também inclui um avanço importante na área de tecnologia e inteligência artificial. A companhia está criando um ambiente interno para desenvolver soluções baseadas em IA e automatizar processos. “A transformação digital não é apenas melhorar o site ou o aplicativo. É tornar a empresa mais eficiente”, explicou.

Segundo Mader, a tecnologia deve ajudar a acelerar processos, melhorar atendimento interno e aumentar competitividade no mercado.

O time da CVC Corp reunido no palco (Felipe Abílio/MeE)

Turismo enfrenta nova concorrência no ambiente digital

Durante a apresentação, o CEO também destacou que o turismo hoje disputa espaço com novas plataformas e canais de venda. Aplicativos bancários, fintechs e empresas de tecnologia passaram a oferecer viagens dentro de seus ecossistemas digitais.

“Hoje você abre um aplicativo de banco ou de telecomunicação e encontra produtos de viagem. O mercado mudou”, afirmou.

Segundo Mader, plataformas digitais e metabuscadores já concentram uma fatia importante das vendas no setor aéreo. “A indústria está mudando e precisamos entender como participar desse novo ambiente.

Pessoas continuam sendo peça central no turismo

Mesmo com o avanço da tecnologia, o CEO reforçou que o fator humano continua sendo essencial na experiência de viagem. “Viagem é muito mais do que uma compra. É um momento importante na vida das pessoas”, disse.

Para ele, a tecnologia deve apoiar o processo, mas não substituir o atendimento humano. “A tecnologia ajuda, mas quem cuida da viagem são as pessoas.”

Rentabilidade e eficiência também entram no foco

O plano da empresa também inclui metas ligadas à rentabilidade e à redução de custos financeiros. Segundo Mader, manter a empresa financeiramente saudável é essencial para sustentar investimentos. “A rentabilidade sustenta o futuro da companhia”, afirmou.

O executivo resumiu a estratégia com uma mensagem direta sobre o momento da empresa. “Não existe futuro sem um presente muito bem feito.”