O ano de 2025 foi singular para o cinema brasileiro. O nosso audiovisual comprovou mais uma vez sua força com a presença de produções nacionais em alguns dos principais festivais e prêmios internacionais, incluindo o Oscar histórico para ”Ainda Estou Aqui”.
Nas salas de cinema, os títulos brasileiros foram presenças marcantes, chegando até a desbancar os blockbusters hollywoodianos nas bilheterias em algumas ocasiões. O pernambucano ”O Agente Secreto” lidera a lista, superando 1 milhão de espectadores.
Pré-indicado ao Oscar de 2026, o filme de Kleber Mendonça Filho não foi o único destaque do ano. Outras produções de diferentes gêneros e propostas estéticas também brilharam nas telas, mostrando a diversidade do cinema nacional.
A editoria Cultura +, desta Folha de Pernambuco, selecionou os 14 melhores filmes brasileiros de 2025, indicados aqui por ordem alfabética. A lista leva em conta os longa-metragens que estrearam no circuito exibidor de salas de cinema entre janeiro e dezembro deste ano. Confira:
”Ainda Não é Amanhã”
O primeiro longa-metragem da cineasta pernambucana Milena Times retrata as angústias da jovem Janaína quando uma gravidez inesperada ameaça os planos de obter o primeiro diploma universitário de família. A realidade da protagonista, que vive em um conjunto habitacional na periferia do Recife com a mãe e avó, é cenário para importantes discussões como aborto, classes sociais e relações femininas.
”Baby”
Segundo longa-metragem do diretor mineiro Marcelo Caetano, “Baby” revelou o talento de Ricardo Teodoro. Neste corajoso e polêmico romance homoerótico, o ator interpreta um garoto de programa que vive uma relação complexa com um homem mais jovem, vivido por João Pedro Mariano. O relacionamento oscila entre paixão, ciúmes, proteção e exploração, enquanto o filme retrata de forma crua e sensível as vivências da comunidade LGBTQIA+ no Centro de São Paulo.
”Câncer com Ascendente em Virgem”
O filme dirigido por Rosane Svartman é uma das melhores surpresas do ano, alternando bem entre o drama e a comédia através do talento de Suzana Pires e Marieta Severo como filha e mãe, respectivamente. Estou com câncer e agora? A narrativa inspirada na vivência de Clélia Bessa, produtora de ”Câncer com Ascendente em Virgem”, reforça que o diagnóstico não é o desfecho dos anseios de nenhuma pessoa com a doença.
”Chico Bento e a Goiabeira Maraviósa”
Baseado na obra do cartunista Mauricio de Sousa, “Chico Bento e a Goiabeira Maraviósa” acertou em sua versão live-action de um dos mais queridos personagens do cartunista. Com o carismático Isaac Amendoim no papel principal, o filme Fernando Fraiha encantou público de todas as idades com nostalgia, humor e valorização da cultura caipira. Ao mostrar a luta de Chico Bento para salvar uma árvore, a trama aborda o importante tema da preservação ambiental com linguagem simples e acessível.
”Homem com H”
Em 2025, o ator pernambucano Jesuíta Barbosa entregou umas performances mais emblemáticas ao interpretar Ney Matogrosso na cinebiografia ”Homem com H”, de Esmir Filho. Da infância aos grandes palcos, percorremos toda a vida do artista camaleônico, sendo as apresentações musicais o grande trunfo do longa-metragem, expondo a presença de palco, os figurinos extravagantes e a voz única do cantor.
”Kasa Branca”
Cria do projeto Nós do Morro, Luciano Vidigal estreou na direção individual de um longa-metragem de ficção com “Kasa Branca”. Filmada na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, a produção mescla drama e humor ao retratar o cotidiano de uma família periférica não convencional. O cineasta quebra estereótipos relacionados a homens negros ao conta a história de um jovem que, com a ajuda de seus melhores amigos, da avó com Alzheimer.
”Luiz Melodia – No Coração do Brasil”
O tributo, dirigido por Alessandra Dorgan, em companhia da jornalista Patricia Palumbo na direção musical da obra, ”Luiz Melodia – No Coração do Brasil” abraça a originalidade do artista. Com a narração de Melodia e uso de imagens de arquivo raras, o filme demonstra a obstinação, resiliência e função atemporal do carioca para a música brasileira.
”Manas”
O teor de denúncia presente em “Manas” fez o filme atrair atenção internacional, recebendo apoio de celebridades como os atores norte-americanos Sean Penn e Julia Roberts. Em seu primeiro longa de ficção, a diretora Mariana Brennand apontou suas lentes para a dura realidade enfrentada por meninas da Ilha do Marajó, no Pará, rompendo o silêncio sobre assuntos delicados, como exploração sexual de menores e violência de gênero.
”O Agente Secreto”
O mais recente filme do cineasta pernambucano Kleber Mendonça Filho tem sido o grande xodó dos fãs brasileiros de cinema. Desde o Festival de Cannes 2025, quando ganhou dois prêmios na mostra oficial, entre eles Melhor Ator (para Wagner Moura) e Melhor Direção, o longa-metragem é cotado ao Oscar 2026. Na trama, ambientada no Recife de 1977, acompanhamos Marcelo fugindo do misterioso e violento passado, personagem que pode render ao ator baiano a estatueta inédita de Melhor Ator na premiação da Academia.
”Oeste Outra Vez”
Em ”Oeste Outra Vez”, estrelado por Babu Santana e Ângelo Antônio, o diretor e roteirista Erico Rassi aborda as fragilidades do patriarcado, a masculinidade tóxica e a brutalidade no sertão de Goiás. Nesse faroeste contemporâneo, os homens são abandonados pelas mulheres que amam, sendo essa ausência um interessante elemento dessa história.
”O Filho de Mil Homens”
Rodrigo Santoro, Rebeca Jamir e Johnny Massaro protagonizam “O Filho de Mil Homens”, filme de Daniel Rezende produzido para a Netflix e que adapta o livro homônimo de Valter Hugo Mãe. O diretor de “Bingo” (2017) e “Turma da Mônica: Laços” (2019) apostou no silêncio e na poesia visual para expressar emoções profundas que nascem do encontro entre o pescador solitário Crisóstomo e o menino órfão Camilo.
”Os Enforcados”
Em alta no audiovisual brasileiro, o submundo do jogo do bicho é o pano de fundo de “Os Enforcados”. Diretor com algumas experiências internacionais, Fernando Coimbra construiu um thriller eletrizante, carregado de suspense, violência e humor ácido. A tragicomédia transpõe a premissa do clássico “Macbeth” para o Rio de Janeiro, com Leandra Leal e Irandhir Santos como um casal disposto a tudo para ascender no mundo do crime.
”O Último Azul”
Dirigido pelo pernambucano Gabriel Mascaro, “O Último Azul” trouxe para o Brasil, em fevereiro deste ano, o Urso de Prata do Festival de Berlim. O filme – protagonizado por Denise Weinberg e com Rodrigo Santoro no elenco – faz uma crítica ao etarismo através da história distópica de uma mulher que foge do exílio imposto pelo governo aos idosos, reencontrando a si mesma em uma jornada pelas exuberantes paisagens da Amazônia.
”Ritas”
O documentário ”Ritas” foi aprovado por Rita Lee ainda em vida. O longa narrado pela própria cantora revela depoimentos e imagens inéditas, apresentando um autorretrato da artista. Dirigido por Oswaldo Santana, com codireção de Karen Harley, a obra é tão sedutora quanto sua protagonista.
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