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Os 10 melhores filmes da HBO Max hoje

A obsessão é uma força da natureza. Devastadora, ela nasce de desejos inofensivos à primeira vista, como a busca por amor, segurança ou até reconhecimento, mas transforma-se rápido em uma prisão que mata a liberdade e compromete o juízo. Uma mente obcecada nunca acha descanso, torturada pelo objeto de sua fixação, ocupando todos os espaços, minando o sono, interrompendo o raciocínio. Essa energia desperdiçada abre brechas para as tantas doenças do corpo e da mente, e a neurose converte-se num ciclo interminável de autodestruição. Ansiedade, depressão, transtornos compulsivos: essas são algumas das respostas aos excessos e ao desgaste metódico de uma alma que não consegue escapar aos abismos que cava para si mesma. E o corpo padece. Tudo aquilo que não encontra amparo na lógica traduz-se em dores, insônia, fadiga. O indivíduo deixa-se escravizar por seus fantasmas. O desejo insaciável de acumular riquezas, poder e prestígio transforma homens em máquinas que exploram, manipulam e corrompem sem atentar para as consequências. A ganância é, em muitos sentidos, uma das pragas mais avassaladoras. O vazio do âmago fica ainda mais gigantesco com a acumulação de bens, embora quem perca a vida paralisado nesse equívoco não se dê conta. 

O ódio talvez seja a obsessão mais perigosa. Condutas odientas vêm da inaptidão patológica de se aceitar as diferenças, do rancor e da necessidade de encontrar no outro um inimigo a se exterminar. Ao repelir o diálogo, o ódio envenena as relações, e essa labareda que varre tudo só se satisfaz no momento em que não reste nada além de cinzas. Esses quatro cavaleiros do apocalipse nosso de cada dia — obsessão, doença, ganância e ódio — formam um círculo vicioso que se retroalimenta: a obsessão leva ao adoecimento; o adoecimento gera frustrações; a frustração desperta a ganância e o ódio bate o último prego no esquife. Aceitar que eles existem pode ser o primeiro passo para oferecer-lhes resistência. Consciência crítica, sensatez e o cultivo de valores como solidariedade, compaixão e autocontrole são caminhos possíveis para interromper o ciclo. Só assim troca-se o fogo infernal das ideias fixas pela clareza serena da razão, fazendo com que corpo e mente recobrem o equilíbrio.

Obsessões, doenças, ganância e ódio são, em maior ou menor grau, assuntos dos dez filmes desta lista, os dez melhores disponíveis na HBO Max. Levando o espectador a analisar e discutir problemas que cruzam as décadas, essas histórias permanecem incomodando, sem deixar de entreter. Isso é cinema.



Fonte

Redação

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