Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e Secretaria Municipal de Cultura apresentam: “Onde moram os livros? Bibliotecas do Brasil”, de Daniela Chindler. Lançamento será dia 28 de março de 2026, sábado, às 11h, na Livraria Janela em Laranjeiras, Rio de Janeiro/RJ.
Há 15 anos, quando Daniela Chindler começou a pesquisar a histórias das bibliotecas, ela não podia imaginar a repercussão que alcançaria seu trabalho. Em 2012, a autora lançou o título “Bibliotecas do Mundo”, que recebeu o prêmio Malba Tahan de Melhor livro informativo para crianças e jovens pela FNLIJ e logo foi adaptado para o teatro. A peça foi apresentada em escolas, teatros e teve o privilégio de ser encenada na entrada da Biblioteca Nacional!
Em 2017 a autora voltou seu olhar para as nossas fronteiras e escreveu “Onde moram os livros? Bibliotecas do Brasil”. Rapidamente a edição se esgotou e o texto foi também adaptado para a cena e a peça foi apresentada em três estados: Rio de Janeiro, Maranhão e Pará. Agora “Onde moram os livros? Bibliotecas do Brasil” ganha uma nova edição e será lançado dia 28 de março de 2026, sábado, às 11h, na Livraria Janela de Laranjeiras.
O livro já chega apostando na democratização do acesso à cultura: Kits com 20 exemplares serão distribuídos para 49 escolas públicas – e mais a biblioteca da Rede da Maré, e o projeto conta com o apoio dos Institutos Parceiros da Educação Rio e Frevo. O objetivo é estimular que os estudantes leiam o livro nas salas de leitura.
“Onde Moram Os Livros? Bibliotecas Do Brasil” é um convite para os leitores viajarem pelo Brasil explorando a arquitetura, os mistérios, as curiosidades e as coleções de seis bibliotecas. A viagem começa pelo Rio de Janeiro, pelo suntuoso palácio construído para abrigar a Biblioteca Nacional e o edifício do Real Gabinete Português de Leitura, considerada uma das bibliotecas mais lindas do mundo. Depois é a vez de conhecer, em São Paulo, a Biblioteca Mário de Andrade, um enorme prédio que reflete a cidade que não para de crescer. Representando o Nordeste está a Biblioteca do Mosteiro de São Bento da Bahia e, subindo mais no mapa, no Norte, a Biblioteca Pública do Amazonas, que promove uma visita à efervescência de Manaus, a capital do Amazonas, durante o ciclo da borracha. De lá, a viagem continua pelo Sul do Brasil, na Biblioteca Pública do Estado do Rio Grande do Sul, conhecida por ser uma caixinha de joias.
Para essa aventura literária, a escritora Daniela Chindler contou com a colaboração de seis personagens que são os mestres de cerimônia. Cada lugar tem um personagem que recebe o leitor na porta e segue como um guia, descortinando a sua história. No Real Gabinete Português de Leitura, ali na página 38 Luís de Camões, o próprio poeta, vai contar suas aventuras e desventuras enquanto passeia pelas estantes desta casa portuguesa com certeza. Já na página 76 é a vez do escritor modernista Mário de Andrade – de gravata amarela e chapéu de aba meio larga enterrado na cabeça – conduzir os leitores pela torre de 22 andares, que foi um dos primeiros “arranha-céus” da cidade, nos anos 1930, quando São Paulo estava começando a crescer “para cima”.
Este é um livro feito a muitas mãos. Além dos personagens, a autora convidou um time de ilustradores premiados. Da Bahia vem Amma; do Sul Bruna Assis Brasil; de São Paulo, Catarina Bessell e Giovanna Cima; e do Rio de Janeiro, Camilo Martins. Aliás no finalzinho do livro tem uma página dupla com uma mini bio dos artistas.
Falamos de seis bibliotecas, mas são sete capítulos! A escritora reservou o último capítulo do livro para apresentar uma biblioteca que ainda não existe com tijolos e concreto, mas já é um sonho para muita gente: A Biblioteca dos Saberes que será erguida em 2027 na Pequena África, colada na Passarela do Samba e de frente ao monumento do Zumbi dos Palmares, no Rio de Janeiro. O espaço tem projeto assinado por Diébédo Francis Kéré, o primeiro arquiteto do continente africano a receber o prestigiado Prêmio Pritzker de Arquitetura (2022), considerado o “Nobel” da área. Neste capítulo estão Kéré, Zumbi dos Palmares, Heitor dos Prazeres e o povo originário Tupinambá.
Daniela Chindler
É autora das visitas teatralizadas da Academia Brasileira de Letras elaboradas para o centenário ABL, projeto que, por conta do sucesso, ficou 15 anos em cartaz e que rendeu outros projetos como a visita teatralizada no Theatro Municipal, em 2025. A autora foi curadora da programação infantojuvenil de várias edições da Bienal do Livro no Rio de Janeiro, da Bienal do Amazonas e da Bahia. É idealizadora do projeto de incentivo à leitura, “História além muros” na penitenciária Talavera Bruce que ganhou o Prêmio “Faz Diferença” do Jornal O Globo e é finalista do prêmio “VivaLeitura”. Dentre seus livros publicados, está “Um porto para o mar”, que conta a história da cidade do Rio de Janeiro a partir da Baía de Guanabara. A autora também escreveu sobre cientistas, pintores, viagens a lugares distantes, como a Índia, histórias de imigrantes e outros assuntos.
SERVIÇO
Onde Moram os Livros – Bibliotecas do Brasil
Daniela Schindler
103 páginas / Editora Sapoti
Valor R$ 50,00
Lançamento: dia 28/3/2026 – sábado – 11h –
Janela Laranjeiras – Rua General Glicério 324 – Rio de Janeiro/RJ.
CURIOSIDADES DO LIVRO
Biblioteca dos Saberes – A Biblioteca dos Saberes fala da ancestralidade das pessoas negras e homenageia os povos indígenas. No Centro da Biblioteca dos Saberes, está prevista uma torre, que é como uma árvore da vida e seu formato é uma homenagem a um objeto sagrado que ficou por 300 anos longe de casa: um manto Tupinambá. Quando o Museu Nacional da Quinta da Boa Vista pegou fogo, a Dinamarca decidiu devolver um dos mantos e a chegada da peça histórica ao Rio de Janeiro foi emocionante, contou com a vigília de 170 indígenas do povo Tupinambá, incluindo crianças e anciãos, em frente ao prédio do Museu Nacional. Os Tupinambá pediram que o manto fosse exibido em pé.
Biblioteca do Mosteiro de São Bento da Bahia – A biblioteca tombada pelo IPHAN reúne o segundo maior acervo de documentos e livros raros do Brasil. A formação deste acervo começa com a chegada dos primeiros frades beneditinos que aportaram na Bahia na Páscoa de 1582. É uma história que tem personagens como a índia Catarina Paraguaçu. Muitas das informações foram dadas pelos monges em conversas pelo WhatsApp.
Biblioteca Nacional – D. Pedro II doou as fotos que colecionou durante toda a vida para a Biblioteca Nacional. Sua única exigência foi que a coleção recebesse o nome de sua esposa, a imperatriz D. Thereza Christina Maria. As fotos que não estavam em álbuns foram guardadas em caixas e, lá, protegidas nas sombras, ficaram todo esse tempo. Por estarem soltas, elas ficaram meio abauladas e por isso são chamadas carinhosamente de “enroladinhas”. D. Pedro II é o anfitrião da Biblioteca Nacional e brinca que está um pouco amassado porque saiu de uma dessas fotos enroladinhas.
Biblioteca Pública do Amazonas – Como a Biblioteca de Alexandria e o Museu Nacional essa biblioteca pegou fogo (em 1945) e do acervo original sobraram apenas 60 livros, que estavam emprestados para uma exposição. É uma biblioteca construída em um exuberante edifício que é um retrato do Ciclo da Borracha.
Real Gabinete Português de Leitura – Esse é o primeiro livro infantil que trata dessa biblioteca eleita uma das mais bonitas do mundo.
Biblioteca Pública do Estado do Rio Grande do Sul – Biblioteca inaugurada em 1922, a sala egípcia lembra a decoração do Salão Assyrio, do Theatro Municipal do Rio de Janeiro,
O inferno
Muitas bibliotecas têm um setor chamado: inferno. Este setor foi criado pelos bibliotecários para preservar os livros proibidos. Até a biblioteca do Vaticano tem seu setor do inferno. Na Biblioteca Nacional um livro de Santo Agostinho foi condenado ao inferno. É uma edição de “A cidade de Deus”, impressa em 1661. A igreja condenou quem fez os comentários, as notas de rodapé, que foram riscados com uma tinta que tinha ferro em sua composição, enferrujou e começou a perfurar as páginas com o passar dos séculos. Hoje é preciso ter todo o cuidado para folhear esse livro, porque ele pode esfarelar.
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