Aeroporto Campo de Marte recebe R$ 120 milhões em modernização, amplia segurança operacional e avança para operação por instrumentos
O aeroporto Campo de Marte, em São Paulo, teve inauguradas, nesta quinta-feira (19), as obras de modernização, com investimentos de aproximadamente R$ 120 milhões.
As intervenções integram a Fase 1B do contrato de concessão com a PAX Aeroportos e têm como foco o aumento da segurança operacional e a qualificação da infraestrutura voltada à aviação geral e de negócios.
Entre as principais intervenções estão a construção de nova taxiway mais afastada da pista de pouso e decolagem, implantação de novas vias de serviço, modernização da iluminação e sinalização aeronáutica, nova pavimentação da pista e reparos em taxiways, além d requalificação do sistema de drenagem.
Também foram implantadas áreas de segurança de fim de pista (RESA) e substituídos os sistemas PAPI, ampliando os níveis de segurança e confiabilidade operacional do aeródromo.
Operação por instrumentos
Com a nova infraestrutura, o aeroporto avança para a implementação de procedimentos de voo por instrumentos.
A adoção de procedimentos IFR não-precisão tende a reduzir cancelamentos e alternâncias, especialmente em condições meteorológicas adversas, beneficiando operadores da aviação geral e de negócios.
Ações complementares
Além das obras estruturais, a concessionária implementou medidas adicionais no sítio aeroportuário, como a aquisição de veículos elétricos e tratores agrícolas, reparos em cercamento e manejo ambiental da vegetação e a modernização de equipamentos eletrônicos.
Estão em andamento a ampliação do sistema de monitoramento por câmeras (CFTV) e ajustes no terminal de passageiros (TPS), que deverá passar por novas melhorias nas próximas fases contratuais.
Papel estratégico
Inaugurado em 1929, o Campo de Marte é um dos aeroportos mais tradicionais do país, com forte atuação na formação de pilotos e nas operações de aviação de negócios e aeronaves executivas.
Com a modernização, o terminal amplia sua capacidade de absorver parte da demanda atualmente concentrada no aeroporto de Congonhas, contribuindo para o equilíbrio operacional do sistema aeroportuário da capital paulista.

