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Obama fala pela 1ª vez sobre vídeo racista de Trump

Obama fala pela 1ª vez sobre vídeo racista de Trump

O ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, criticou o que chamou de perda de “vergonha” e “decoro” na política americana após a divulgação de um vídeo compartilhado pelo presidente Donald Trump que retratava ele e a ex-primeira-dama Michelle Obama como macacos.

A declaração foi feita durante entrevista ao podcast do comentarista Brian Tyler Cohen, divulgada no sábado (14). Ao ser questionado sobre o nível do debate público nos EUA, Obama afirmou que o discurso “se deteriorou a um nível de crueldade que não víamos antes”.

Sem mencionar Trump diretamente, ele disse que “é importante reconhecer que a maioria do povo americano considera esse comportamento profundamente preocupante”. Segundo Obama, esse tipo de conteúdo “atrai atenção” e funciona como distração.

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O vídeo foi publicado na conta de Trump na rede Truth Social e incluía, ao final, um trecho ao som da música “The Lion Sleeps Tonight” em que imagens de Obama e Michelle apareciam editadas como macacos. A publicação integrava um vídeo com alegações não comprovadas de fraude nas eleições de 2020.

A postagem provocou críticas de parlamentares democratas e republicanos. O senador Tim Scott, único republicano negro no Senado, classificou o conteúdo como “a coisa mais racista que já vi sair desta Casa Branca”.

Inicialmente, a Casa Branca defendeu o vídeo e chamou as críticas de “falsa indignação”. Posteriormente, a responsabilidade foi atribuída a um integrante da equipe, e a publicação foi apagada.

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Questionado por jornalistas, Trump afirmou que “não viu” a parte do vídeo que mostrava os Obamas. Ao ser perguntado se pretendia se desculpar, declarou: “Eu não cometi nenhum erro”.

Durante a entrevista de 47 minutos, Obama afirmou que, apesar do ambiente atual, ainda encontra pessoas pelo país que “acreditam em decência, cortesia e gentileza”. Ele descreveu o cenário nas redes sociais e na televisão como uma espécie de “show de palhaços” e afirmou que a “vergonha” e o “decoro” que antes orientavam autoridades públicas “foram perdidos”.

Na conversa, o ex-presidente também abordou outros temas, como protestos organizados contra operações de imigração, redistritamento eleitoral e a abertura de sua biblioteca presidencial em Chicago, prevista para o próximo ano.



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