Os impactos ainda não calculados das ações dos Estados Unidos sobre a Venezuela, as expectativas de queda de juros lá fora e aqui no Brasil e a corrida eleitoral que está prestes a começar estiveram sob o radar do mercado nesta primeira semana do ano.
Com todo esse cenário já presente nos primeiros dias, o que esperar para o mercado financeiro brasileiro ao longo de 2026?
Para Rafael Passos, sócio da Ajax Asset, as tensões entre a Venezuela e os Estados Unidos podem acabar sendo uma surpresa positiva para o mercado nacional neste ano. “Nós temos visto a América do Sul migrando governos para uma agenda mais liberal e os EUA também influenciando esses países, para o Brasil isso pode ser um trigger (catalisador) positivo”, afirma o especialista.
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Conforme Passos, em um ano eleitoral como o atual, o Brasil tem a possibilidade de também fazer uma troca de governo para uma gestão mais liberal, o que traria um impacto positivo para o ativo de risco. “O grande risco para países emergentes, principalmente, é a dívida. Se o Brasil adota uma agenda liberal, isso deve se refletir mais positivamente nos ativos, uma vez que a percepção de risco x país vai cair”.
De acordo com Sidney Lima, analista da Ouro Petro Investimento, as eleições presidenciais de 2026 no Brasil são um dos eventos de maior potencial de impacto sobre o humor do mercado financeiro neste ano. “[As eleições] alteram perspectivas de política econômica, reformas fiscais e estrutura de incentivos para investimentos”, explica.
Segundo o analista, qualquer cenário que sugira maior compromisso com disciplina fiscal, reformas pró-crescimento e estabilidade institucional tende a ser visto com otimismo, enquanto incertezas ou propostas que levantem dúvidas sobre solvência fiscal ou ambiente de negócios, podem gerar volatilidade e reprecificação de risco.
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De acordo com Tales Barros, líder de renda variável da W1 Capital, a política fiscal e a dívida pública do Brasil se tornaram o centro das atenções dos investidores, primeiro por causa das eleições e, segundo, por toda a expectativa com a queda dos juros. “Nós viemos de um ano bem forte, principalmente com o fator doméstico ganhando mais peso na precificação dos ativos”, comenta.
Com o dólar enfraquecido ao longo do ano anterior — o que deve perdurar em 2026 —, Tales reforça que o apetite do investidor estrangeiro aumentou, visto que até o início de 2025, estava sublocado, ao observar as principais carteiras globais em mercados emergentes. Com as expectativas de redução de juros pelo Federal Reserve (Fed), o fluxo para mercados emergentes ainda deve aumentar.
“Quando a taxa de juros dos EUA cai, o investidor americano precisa tomar mais risco para remunerar o capital dele”, explica Rafael Passos. Neste movimento, o investidor opta em países que trabalham com taxas de juros mais elevadas, como o Brasil.
Apesar da expectativa positiva, Tales Barros ressalta que ao colocar na equação as tensões geopolíticas atuais, como o caso Estados Unidos e Venezuela, a incerteza global aumenta. “Isso pode gerar alguns momentos de aversão a risco, ou até uma questão de um receio inflacionário, envolvendo ali, indiretamente, a questão do petróleo”, explica.
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