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O Plano Brasis e o novo posicionamento internacional do Rio Grande do Norte – M&E

Por Raoni Fernandes

Raoni Fernandes, presidente da Emprotur (Ana Azevedo/M&E)

O turismo brasileiro vive um momento de redefinição estratégica. Com o lançamento do Plano Brasis Plano Internacional de Marketing Turístico 2025–2027, o Brasil passa a ter um norte claro sobre como se posicionar nos mercados internacionais. O documento é inédito, histórico e deve servir como base para todas as decisões de promoção internacional de estados e destinos. No caso do Rio Grande do Norte, o alinhamento com essa nova diretriz nacional já vinha sendo construído e hoje se consolida com resultados concretos.

O Plano Brasis é um farol para toda e qualquer tomada de decisão estratégica internacional do Governo do Rio Grande do Norte.

O trade potiguar enxerga o Plano Brasis com otimismo. Ele traz diretrizes práticas para diversificação de mercados, uso de inteligência de dados e fortalecimento do posicionamento de experiências, além de abrir caminho para parcerias de co-marketing e capacitação. Mais do que um documento técnico, o Plano estabelece um ponto de virada: a internacionalização do turismo brasileiro como uma política de Estado.

Nesse cenário, o Rio Grande do Norte já aparece em posição de destaque. Em 2025, o estado figura como o destino do Brasil – entre os 10 primeiros do ranking – que mais cresceu em emissão de bilhetes aéreos para turistas internacionais, reflexo direto da estratégia adotada pela Emprotur nos últimos anos. Antes mesmo do lançamento do Plano Brasis, o RN já havia produzido e-books técnicos e guias de planejamento para o trade local, adotando a mesma linha metodológica de inteligência e segmentação que a Embratur agora propõe nacionalmente. Essa sintonia antecipada demonstra maturidade institucional e visão de futuro.

O desempenho recente reforça esse alinhamento. Em 2025, até setembro, recebemos mais estrangeiros que em todo o ano de 2024, superando índices pré-pandemia e acompanhando o novo ciclo de crescimento do turismo brasileiro. O reposicionamento do Brasil no cenário mundial abriu portas, mas o RN soube aproveitar esse movimento com uma narrativa própria.

Duas estratégias foram determinantes: o fortalecimento da marca do destino como verde — co-responsável pela descarbonização do planeta, com ênfase em sustentabilidade, energia 100% limpa e 11 unidades de conservação ambiental — e a valorização das experiências exclusivas: Para mostrar além das belas praias e do sol o ano inteiro, temos buscado canais e criativos que nos possibilitem contar histórias, mostrar vivências únicas que conectam emoção, cultura e propósito.

Nada disso seria possível sem o aumento significativo do investimento do Governo do Estado na promoção internacional. Uma decisão corajosa e, agora comprovada, assertiva.

Olhando para frente, a Emprotur trabalha com metas claras até 2027. A prioridade é ampliar a conectividade internacional, tanto com novos voos diretos — como o BUE–NAT diário da JetSmart, que inicia 30 de dezembro de 2025 — quanto com o fortalecimento das conexões em Guarulhos e Galeão, por exemplo, que funcionam como hubs de chegada de estrangeiros ao Brasil. Em paralelo, o estado avança na internacionalização de novos produtos turísticos. Hoje, Pipa, Natal e São Miguel do Gostoso já são consolidados no portfólio global; na sequência, Galinhos e o Geoparque Seridó estão em jornada de internacionalização, enquanto a Furna Feia surpreende com buscas orgânicas segmentadas e subirá às prateleiras em um nicho de aventura, espeleologia e natureza.

Temos crescido acima da média nacional em 2025 e seguiremos nessa curva em 2026, com base em planejamento, conectividade e inovação.”

O Plano Brasis propõe cinco eixos fundamentais para a promoção internacional: ampliar conectividade, segmentar campanhas, capacitar o trade, monitorar resultados e fortalecer experiências sustentáveis. Todos esses pilares dialogam diretamente com o planejamento estratégico do Rio Grande do Norte. A boa aplicação dessas diretrizes permitirá ao estado protagonizar o crescimento de fluxo turístico internacional no Nordeste, com foco não apenas em volume, mas principalmente aproveitar a oportunidade oriunda da característica desse público, que está disposto a diversificar a sua experiência no destino e, por consequência, deixar mais recursos, contribuindo diretamente para o desenvolvimento econômico do estado, gerando emprego e qualificando a renda.

Ao combinar planejamento estratégico, sustentabilidade e identidade regional, o estado mostra que o bom momento

do turismo brasileiro é mais do que um momento, tem metas próximas, mas horizontes distantes.

 O Plano Brasis é o mapa; o Rio Grande do Norte já escolheu o caminho.



Fonte

Redação

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