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o negócio de irmãos que começou com 15 alunos e fatura R$ 500 mi




O Grau Educacional nasceu como um negócio familiar e continua sendo. Mas o crescimento exigiu profissionalização. Em dezembro de 2010, o início foi tímido. A primeira unidade do Grau Educacional abriu as portas no Recife, em Pernambuco, com expectativa alta.

“Inauguramos no dia 14 de dezembro e tínhamos uma ansiedade grande de saber como seria a resposta do mercado. Nas duas primeiras semanas fizemos menos de 15 matrículas. Já em janeiro conseguimos 197 matrículas. No primeiro ano, a nossa meta era 100 matrículas e fizemos 2300 matrículas. Quase o dobro do planejado”, lembra Ruy Maurício Porto Carreiro Filho, CEO e sócio-fundador da escola técnica.

Quinze anos depois, o Grau Educacional soma 133 unidades e projeta dobrar de tamanho. O plano prevê chegar a 300 escolas no país, priorizando expansão orgânica e novos formatos de franquia. A rede já soma 180 mil alunos ativos e um faturamento superior a R$ 500 milhões em 2025.

“Quando implantamos a primeira unidade, a gente visitou todas as escolas da redondeza de ensino técnico. Não queríamos e aí a gente não queria ser igual. O que o mercado já estava oferecendo”, diz Carolina da Fonte, sócia- fundadora e também diretora de operações da rede.

Os irmãos participaram do programa Do Zero ao Topo, programa que conta histórias de empreendedores de sucesso.

Brasil como aposta

Antes de criar a própria marca, os fundadores, Ruy Maurício Porto Carreiro Filho e a irmã Carolina da Fonte, atuaram como franqueados no setor de cursos profissionalizantes. Com a criação e o crescimento da Grau Educacional, os outros irmãos da dupla também entraram para ajudar no negócio.

Hoje, segundo Ruy, cerca de 40% dos alunos da rede estão no Sudeste, 40% no Nordeste e os demais distribuídos entre Norte, Sul e Centro-Oeste. A estratégia agora mira interiorização e novos formatos de parceria com colégios de ensino médio e polos de educação superior.

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“A gente acha que o Brasil tem muitas oportunidades ainda. O mercado brasileiro é extremamente promissor e é extremamente deficitário na qualificação técnica”, diz o CEO.

Segundo os fundadores, apenas cerca de 11% a 12% dos jovens brasileiros estão no ensino técnico, um percentual abaixo de países europeus e dos Estados Unidos. Para o CEO, há espaço para crescimento sustentado no médio e longo prazo, mesmo diante de ciclos econômicos adversos.

“Para você ter uma noção complementando, o ano passado 2025, a gente teve mais de 1 milhão de cadastros, ou seja, gente que nos procurou interessado em se matricular. Mas a gente só consegue converter entre 10 e 15% dessa dessa procura dessa dessa demanda. E o maior motivo para não fazer a matrícula é a renda”, revela Ruy.

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Marketing no radar

Uma decisão estratégica logo no começo da rede foi decisiva para a marca atingir o crescimento. Após aplicar cerca de R$ 1 milhão na estrutura da primeira unidade, os fundadores optaram por ampliar a exposição da marca.

“A gente precisou gastar mais 30% do valor que eu tinha gasto no negócio todo para investir só em publicidade. E eu acredito que foi isso que fez o negócio prosperar, conseguir captar mais alunos porque onde há venda não há problema”, conclui Ruy.

Para saber mais detalhes de como a rede de escolas Grau Educacional conseguiu escalar e se destacar entre as maiores do ensino técnico no país, veja o episódio completo no Do Zero ao Topo. O programa está disponível em vídeo no YouTube e em sua versão de podcast nas principais plataformas de streaming como ApplePodcasts, Spotify, Deezer,  Spreaker,  Castbox  e  Amazon Music.

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Sobre o Do Zero ao Topo

O podcast Do Zero ao Topo é uma produção do InfoMoney e traz, a cada semana, a história de mulheres e homens de destaque no mercado brasileiro para contar a sua história, compartilhando os maiores desafios enfrentados ao longo do caminho e as principais estratégias usadas na construção do negócio.



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