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O melhor filme de ação da fase moderna de Tom Cruise entra na última semana na Netflix — assista antes que suma

A narrativa acompanha Ethan Hunt em uma missão que deveria recuperar três núcleos de plutônio antes que fossem negociados no mercado clandestino. Ao escolher salvar um membro da equipe em vez de garantir o material, o agente falha e permite que os Apóstolos, grupo formado a partir da antiga rede de Solomon Lane, assumam o controle das ogivas. A partir desse erro inicial, Ethan e sua equipe precisam rastrear compradores, infiltrar-se em encontros clandestinos e impedir um plano que prevê explosões coordenadas para desestabilizar alianças internacionais.

“Missão: Impossível — Efeito Fallout”, dirigido por Christopher McQuarrie e estrelado por Tom Cruise, Henry Cavill, Rebecca Ferguson, Simon Pegg e Ving Rhames, é o sexto longa da franquia baseada na série de TV “Missão: Impossível”, criada por Bruce Geller. O filme coloca a IMF sob vigilância direta da CIA, representada pela diretora Erika Sloane, que autoriza a presença do agente August Walker na operação. Walker acompanha Ethan, mas também avalia seus métodos, vistos por parte da inteligência americana como difíceis de controlar.

O enredo projeta, desde cedo, o choque entre abordagens da IMF e diretrizes da CIA. Enquanto a IMF trabalha com flexibilidade, improvisos e confiança entre integrantes, a CIA cobra resultados imediatos e considera a proteção de vidas individuais um possível entrave. Walker adiciona pressão ao grupo, aproximando cada etapa da missão de uma disputa interna por autoridade e controle tático.

O filme se organiza em blocos de ação interligados: a operação em Paris, o trecho centrado em Londres e o confronto final em região montanhosa no Himalaia. Em cada etapa, McQuarrie privilegia clareza espacial, articulando perseguições e emboscadas de forma a manter sempre a noção de proximidade entre caçadores e alvos. A sequência do salto HALO, com entrada clandestina de Ethan em Paris a partir de grande altitude, acompanha a queda, a aproximação e o pouso, mantendo a percepção de risco físico e distância até o ponto de contato.

Em Paris, a perseguição de carros e motos pelas ruas centrais explora rotatórias, pontes e mudanças rápidas de direção. A câmera se mantém próxima ao protagonista durante boa parte do trajeto, permitindo que o público acompanhe avanços, recuos e tentativas de cercar o alvo. A filmagem com veículos reais em tráfego intenso reforça o perigo objetivo dos movimentos, principalmente quando Ethan cruza o fluxo em alta velocidade ou passa por brechas estreitas entre carros.

O confronto no banheiro de uma boate, envolvendo Ethan, Walker e um intermediário que pode abrir caminho para John Lark, revela o cuidado com a coreografia em espaço reduzido. Cada parede, pia e porta entra na luta como parte do cenário funcional. Planos mais longos permitem acompanhar socos, quedas e tentativas de imobilização, ressaltando a diferença física entre Ethan e Walker, cuja força bruta amplia a sensação de ameaça.

Tom Cruise reforça o uso do próprio corpo como eixo das cenas. Corridas por telhados de Londres, escalada de helicópteros e pilotagem de moto sem capacete traduzem continuidade entre blocos de ação. Marcas de cansaço e ferimentos reaparecem em momentos de pausa, indicando que a missão não ignora o desgaste acumulado.

Rebecca Ferguson retorna como Ilsa Faust, figura que transita entre dever e lealdade pessoal. O roteiro a coloca entre obrigações com o serviço secreto britânico e vínculos estabelecidos com Ethan. Suas decisões, como escolher quem proteger e quando intervir, afetam diretamente o andamento da missão. A personagem mantém a instabilidade das alianças, central para a intriga.

Simon Pegg e Ving Rhames, como Benji e Luther, sustentam a base emocional e técnica da equipe. Benji alterna humor tenso e nervosismo real diante de explosivos e disfarces, enquanto Luther demarca o vínculo histórico com Ethan, especialmente nas cenas envolvendo Julia. A presença dela adiciona urgência à parte final da operação, quando o risco se aproxima de sua vida cotidiana.

Christopher McQuarrie usa o subtítulo “Efeito Fallout” como indicação do rastro deixado por ações anteriores. Os Apóstolos, Lane como prisioneiro estratégico e a desconfiança entre agências funcionam como extensão de capítulos prévios. Reuniões entre chefes de inteligência revelam tensão institucional e questionam até que ponto a IMF continua alinhada ao interesse público ou atua segundo convicções próprias.

Do ponto de vista formal, o longa mantém ritmo acelerado, intercalando sequências de ação com curtos momentos de reorganização de planos. Explicações sobre identidades falsas, dispositivos nucleares ou rotas de fuga aparecem em blocos objetivos, inseridos em deslocamentos. A revelação do verdadeiro John Lark se constrói por meio de pistas e máscaras que preservam lógica interna.

A trilha de Lorne Balfe trabalha variações do tema clássico com arranjos focados em percussão e metais, reforçando pressão e urgência. Nas perseguições, motores, rotores e passos rápidos ganham destaque, reforçando a sensação de contagem regressiva. Em diálogos mais tensos, o som recua e deixa espaço para escolhas e hesitações.

Na parte final, “Missão: Impossível — Efeito Fallout” reforça a franquia como cenário para ação de risco extremo, em que decisões táticas, alianças temporárias e desgastes acumulados moldam cada movimento. A imagem que permanece é a de um agente que segue avançando em ambiente instável, enquanto helicópteros, cordas e relógios em regressão lembram o custo crescente de cada missão.

Filme:
Missão: Impossível — Efeito Fallout

Diretor:

Christopher McQuarrie

Ano:
2018

Gênero:
Ação/Aventura/Thriller

Avaliação:

9/10
1
1




★★★★★★★★★



Fonte

Redação

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