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O macete que usaram pra fazer a voz do E.T. é uma coisa de louco

Você sabia que a voz icônica do E.T. não veio de um sintetizador ou de um efeito digital complexo? Na verdade, o segredo por trás daquele tom rouco e amigável é uma mistura curiosa de sons humanos e animais.

E.T.: O Extraterrestre – Créditos: (Divulgação/Universal Pictures) – Créditos: (Divulgação/Universal Pictures)

A voz humana por trás do alienígena

Ben Burtt, o famoso designer de som, encontrou a base perfeita para o personagem em uma senhora chamada Pat Welsh. Ela era uma dona de casa que fumava muito, o que deu à sua voz uma textura naturalmente áspera e única que se encaixou perfeitamente no personagem.

Para entender melhor como essa construção sonora foi dividida, veja a tabela abaixo com os principais elementos utilizados na criação da identidade auditiva do pequeno visitante espacial.

Fonte do Som Tipo de Contribuição
Pat Welsh Voz principal e frases icônicas
Lontras Marinhas Ruídos agudos e reações
Cavalos e Guaxinins Respiração e sons guturais

Quais animais ajudaram a compor os sons?

Burtt não usou apenas a voz de Pat; ele adicionou camadas de sons da natureza para dar profundidade e um ar mais “orgânico” ao alienígena. Ele gravou lontras marinhas, cavalos e até os sons de sua esposa dormindo para criar os ruídos de respiração e pequenos gemidos do E.T.

Abaixo um vídeo do canal @minutos.de.curios no TikTok, onde ele mostra os detalhes dessa técnica de sonorização que transformou o cinema nos anos 80.

Elementos usados na criação sonora

O processo de edição foi minucioso para garantir que o público sentisse empatia pelo personagem logo no primeiro contato. A mistura de frequências diferentes permitiu que o E.T. tivesse uma voz que parecesse velha e sábia, mas ao mesmo tempo infantil e vulnerável.

A lista a seguir destaca as principais fontes de áudio que Ben Burtt combinou para chegar ao resultado final que ouvimos no filme:

  • Voz de Pat Welsh: A base para todas as falas.
  • Sons de animais: Usados para dar realismo biológico.
  • Ruídos de respiração: Criados com auxílio de microfones potentes.
  • Efeitos de processamento: Para ajustar o tom e a velocidade.

Por que a escolha foi tão marcante?

O uso de uma voz real, em vez de algo puramente sintético, trouxe uma alma que a tecnologia da época dificilmente conseguiria replicar. Pat Welsh recebeu apenas 380 dólares pelo seu trabalho de dublagem, mas sua contribuição se tornou uma das mais famosas da história de Hollywood.

Essa combinação inusitada fez com que o público não visse apenas um boneco articulado na tela, mas sim um ser vivo com sentimentos reais. O cinema muitas vezes encontra a mágica no comum, transformando a voz de uma fumante e ruídos de bichos em pura emoção cinematográfica.





Fonte

Redação

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