Distopias nunca saem de moda. De tempos em tempos, a indústria cinematográfica faz questão de desenterrar o assunto e cavoucar um pouco mais, em busca de algum outro veio de onde tirar mais munição a fim de discorrer sobre as tantas ameaças para o perpetuamento da humanidade. No caso de “Caçadores do Fim do Mundo”, o argumento, a cada dia mais válido, da falência da terra mediante os assaltos incessantes de seus recursos naturais, renováveis e não-renováveis, vem à tona com força no roteiro de Nimród Antal e Matt Johnson, de que o diretor J.J Perry faz o melhor uso que o cinema permite. A graphic novel “Afterburn” (2008), escrita por Scott Chitwood e Paul Ens e ilustrada por Wayne Nichols, é o ponto de partida de uma história com todos aqueles elementos que costumam rechear análises sérias ou assumidamente farsescas sobre o que nos reserva o futuro lamentável que semeamos hoje, e para isso Perry vale-se de recursos estilísticos que facultam ao público vislumbrar a escassez de comida, os lugares tomados de gente em desespero, o caos. Com espaço para alguma poesia.
Jake é um desses brutamontes capazes de exercer fascínio sobre pobres mortais que vivem de acordo com suas posses, não têm ninguém que se compadeça de seus dramas íntimos e, não raro, arrastam-se de um para outro hospital e procuram colocação à porta de empresas. Esse cenário ficou um pouco mais tétrico seis anos antes, quando uma erupção solar encarregara-se de liberar altos níveis de radiação e interferir sobremaneira no armazenamento de dados, o que acabou dando a uma pequena elite o monopólio do mercado. Um desses chefões do pós-apocalipse é o rei August, que logo na sequência inicial contrata o mercenário, incumbindo-o de resgatar um violino especial. Jake já havia se resolvido pela aposentadoria, mas uma nova oferta de August o faz rever seus planos.
Jake se desloca para uma França sitiada em busca da Mona Lisa, o quadro renascentista do italiano Leonardo da Vinci (1452-1519). Drea, uma rebelde que guarda segredos que poderão ser de grande valia para ele, adere à empreitada, e os dois batem de frente com o general Volkov, o líder fascista que quer eliminar da Terra todo sinal da subjetividade e do belo. Dave Bautista conduz bem os momentos acelerados do filme, e a parceria com Olga Kurylenko funciona. O mesmo não se pode dizer sobre Samuel L. Jackson e Kristofer Hivju, vilões caricatos que ficam pelo caminho — vislumbrando um naco de otimismo no texto de Chitwood e Paul Ens.
Filme:
Caçadores do Fim do Mundo
Diretor:
J.J. Perry
Ano:
2025
Gênero:
Comédia/Fantasia/Ficção Científica
Avaliação:
8/10
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Giancarlo Galdino
★★★★★★★★★★
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